oreinabarriga

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30.10.10

As asneiras



Miguel: C#!
Eu: (fiz ouvidos de mercador)
Miguel: C#
Eu: (Não tarda estás a levar uma galheta, eu que só tinha intenção de dar-te uma galheta quando fosses da minha altura)
Miguel: C#

Pelo canto do olho percebi que me estáva a fazer um teste: "até onde é que eu posso ir?" e não me contive mais

Eu: Ó filho estás muito chateado?
Miguel: Não
Eu: Diz lá! Estás zangado? Irritado? Correu mal a escola foi? Ninguém quer brincar contigo, os carros dos outros meninos andam mais que os teus? A professora é uma chata?
Miguel (baixinho e com uma cara de espanto): ... Não...
Eu: Então pra que é que estás a dizer asneiras?!

E foi palavra que nunca mais se ouviu cá em casa.

26.2.10

O menino a apertar os sapatos

O meu filho a tentar apertar o sapato (atacador)
- hum... uf... isto é muit... difícil.
- Queres ajuda filho?
- Na. Eu consigo.
- A mamã só conseguiu aos 6 anos.
(tentou no elevador, tentou à saida do parqueamento, tentou dentro do carro sentado na cadeirinha, mas o atacador ficou cada vez mais embaraçado e o laço não aconteceu)
- Main?
- Então filho?
- Então, não percebo nada de apertar sapatos.

14.2.10

Perfeito dia dos namorados

Sol. Mais luz que calor, sol!
4 da tarde: teatro Politeama.
Bebemos champagne sentados num camarote, a ver A Gaiola das Loucas .
..

(magnífica Zaza que é a folia e o mistério das coisas simples que realmente importam na vida)

Av. da Liberdade: à medida que nos aproximamos do lugar onde deixamos o carro, apercebemo-nos que há vidros partidos no chão

"ainda bem que não foi o nosso carro"

(podíamos ter dito)

" se não, lá iam os cd's dos depeche mode (o violator era uma pena, era um original) e o do Mika (life in a cartoon motion), mais uns óculos e mais o... " (podíamos ter dito)

Foi o que dissemos.

Mas não pense o senhor ladrão que nos estragou o dia dos namorados (o dia, a noite, o clima) nada disso! Quem "assaltou" o dia dos namorados foi a chuva. E o frio. E o vento

"Sol. Mais luz que sol, sol!"

é apenas uma maneira fantasiosa de se começar a escrever (e uma estratégia de saída também para este post, por causa do semanário "sol"), se começasse logo por dizer que chovia e o frio era polar, a esta altura, ninguém sabia que nos tinham assaltado o carro.

Não. Não pense o senhor ladrão que lá porque viemos para casa sem vidro, sem óculos, a ouvir rádio não continuámos aos beijinhos, não acabamos a noite a fazer s#@ escaldante, eu no fim até disse para o meu marido:

" - Vamos dormir querido, já são duas da manhã, amanhã tens que te levantar cedo para ir trabalhar

(pensámos em si),

alguém tem que o fazer não é?"

22.12.09

Nada

Nada Bruno. Não estás a incomodar nada.

Só fizeste dos meus (per) seguidores, os (per) seguidores deste blogue, um número par, e eu sou supersticiosa.
Só isso.

10.6.09

Bom dia!


Ora o que é que se passou hoje enquanto eu estava a olhar para dentro? Portugal empatou com a Estónia e o Presidente da República Cavaco Silva no discurso oficial do dia d 'hoje (Dia de Portugal), pediu "uma cultura de transparência, com base na ética" e alertou para a necessidade de: "promover uma cultura de valores que incentive o esforço e o mérito". Ai, ai... Portugal ter empatado com a Estónia, menos mal, agora o Presidente da República não podia ter pedido aos gestores, diretores, políticos, aos supra-sumo da nossa sociedade, algo que eles pudessem (efetivamente) cumprir?
"a ausência de escrúpulos e princípios está na origem da crise".
Está, está. Eu estive todo o dia a olhar para dentro mas sei que está. A esta altura já deve até ter alastrado para outros setores que não o "económico".
Bom dia, dia! (eu sei que são 11 da noite, mas eu acabei mesmo de acordar agora).

4.2.09

Talento não chega

- Estou muito apaixonada pelo Miguel!
..
Diz a Inês (que tem 3 anos e anda na escolinha do meu filho) para a mamã (que por acaso é minha colega). O Miguel por quem ela está apaixonada é o meu filho, justamente (que também tem 3 anos).
O que é que eu digo à Inês (que tem 3 anos)? Que o meu filho (que também tem 3 anos) é um rapaz discreto, um gentleman e não fala dessas coisas?
Eu achava que tinha imenso talento para sogra. Eu acho que tenho imenso talento para sogra, mas... Logo já vou perguntar ao meu filho (que tem 3 anos) que intenções tem ele para com a menina (ainda por cima é filha de uma colega minha!), nada de iludir as coleguinhas em falso e depois não assumir os compromissos e se for preciso cito-lhe aquela parte da história do principezinho que diz assim: - "És responsável por tudo aquilo que cativas."
Eu achava que tinha imenso talento para sogra. Eu acho que tenho imenso talento para sogra, mas... ter talento não chega.
(estou a rir!)

30.1.09

A próxima casa...

... que nós tivermos, não há de ter parqueamento, há de ter garagem (box fechada), porque da maneira que o meu filho gosta de música, gosta das aulinhas de música, decora as letras todas, tem ritmo e canta, vai de certeza ter uma banda (a começar pelas de garagem).

12.1.09

O 1º dia no Jardim d' Infância - Parte I

(07:40AM)
- Onde vamos mamã?
- À escolinha!
- E tu vais lá ficae na escolinha não vais mamã? Até às vinte hoas está bain? (vinte horas deve ser um numero de horas que parecem muitas! Até a escola acabar)

- Não filhinho, a mamã não vai poder lá ficar, a escolinha é só para as crianças, a mamã vai trabalhar. Mas quando precisares a mamã estará lá, ou o papá, ou o avozinho João... Estaremos sempre filho, se precisares, mas sabes o que vai acontecer? Tu vais gostar tanto de estar na escolinha que nem te lembrarás de nós!

Depois de deixarmos o avô João no posto médico (para fazer o penso) fomos no carro a cantarolar até chegar à escolinha, a cantarolar e a mamã ia tirando fotografias nos "vermelhos" ao Miguel na cadeirinha dentro de um bibe amarelo,





e demos nomes aos carros que se cruzavam connosco, ou iam à nossa frente, nomes dos "Cars da Disney" claro:

- Óia main! Aí vem o Tchic! (Chic Hicks)

- Aquele era o Chic!?

- Éia main e agóa vem lá a Flô!

- E atrás de nós? Será que vem o faísca McQueen?

- Não! é o 'Tatô da luz', foge main! Vem lá o 'tatô da luz'!

- Não é tractor da luz filho, é a Constança, vem lá a Constança no carro da mãe e a Sandra (a mãe), vamos fazer adeus às duas?

- Xim!

(09:00AM)

Chegamos ao jardim (um frio gelado!) eu cheia de nervoso miudinho (faz de conta que era tudo frio gelado) o Miguel feliz (às vezes a primeira vez é assim, uma felicidade porque é tudo novidade), tentei (tentámos todos) preparar o Miguel para a entrada no jardim infantil sem criar grandes expectativas, a norma era não falar demais, ouvir atentamente as perguntas, "apanhar" os sinais e responder (falar) só quando o Miguel fizesse perguntas, mostrasse interesse ou curiosidade. Quando não faz perguntas sobre a escola não há nada a dizer, assim não fantasia uma coisa que na realidade o poderá decepcionar. Grandes certezas de como ía ser, tinhamos uma: "A escolinha é uma coisa boa filho".

(09:10AM)

Entrámos, os outros meninos estavam também a chegar, a educadora Hortense, a Lina, beijinhos para aqui, beijinhos para ali e depois o Miguel foi direitinho à pista e à garagem dos carrinhos.





Mais tarde descobriu uma casinha em miniatura e como todos os homens fazem: foi desarrumar a cozinha.

(09:30)

A mãe: - Eu prometo Hortense, que me vou portar bem e não vou ligar durante a manhã para saber se ele está bem nem nada!
(Eu tenho a sorte de saber que ele está bem)

A Educadora: - Vai estar, vai sossegada, qualquer coisa eu ligo está bem? E quando ele estiver distraído, pira-te, é melhor.

Na 1ª distração: Pirei-me.

23.8.08

A tara dos sapatos grandes


Sempre tive a tara dos sapatos grandes.
Grandes o suficiente para saírem do pé com facilidade. Grandes, sem me fazerem o pé grande, mas grandes o suficiente para poder estar sentada na carteira da escola, à mesa no restaurante, à escrivaninha e fazer movimentos com o pé por baixo da mesa (nada de movimentos lascivos, não estou a falar em provocar com isso situações indiscretas, obscenas, nada disso, apenas tocar com um sapato no outro em movimentos de entretém, ou porque a aula é chata, ou porque a conversa é monótona, ou porque não tenho fome, ou por ser um ritual) e o sapato soltar-se devagar, e com facilidade... chegar a casa, ao meu quarto, levantar o pé do chão, flectir o joelho como um reflexo e o sapato soltar-se do pé...
O meu pai conta que quando era pequeno o obrigavam a calçar os sapatos dos irmãos mais velhos que lhes iam deixando de servir e o meu pai, sem poder fugir a isso (não havia dinheiro para comprar uns sapatos à sua medida) tinha que andar com uns, dois números acima, era uma espécie de humilhação, para além do desconforto que certamente provocava. Hoje diz com um certo humor "Ainda bem que não eram dois números abaixo, eram dois números acima se não, o desconforto era ainda maior, agora tu filha? Que podes comprar uns sapatos à medida do teu pé? Que tara..."
É de facto uma tara.
O mesmo acontece com as sandálias. Não gosto de ver o calcanhar fora de uma sandália, muito menos os dedinhos dos pés. A sandália convém que seja um número a cima para o pé ficar arrumadinho. Pode sobrar sandália, ser mais sandália que pé, sobrar o pé é que não (ser mais pé que sandália).
Ontem tive um daqueles amores à primeira vista por uns sapatos (até os fotografei, como podem ver) mas não havia o 35 (por amor andaria com uns sapatos à minha medida, com o pé apertado, esfregaria um sapato no outro, por baixo da mesa e ele não se despegaria do pé com facilidade, quando chegasse a casa teria que me sentar numa cadeira e usar as mãos para me descalçar, mas enfim, por amor o que não se faz?) nem havia o 36 que é o meu número a cima, só o 37. Dois números a cima é coisa para o sapato me sair do pé em andamento e isso já não faz parte da minha tara por sapatos grandes, faz parte do problema dos saldos. Mas trouxe os sapatos na mesma. Eu não falei em paixão à primeira vista pois não? Não disse "flirt", um simples jogo de sedução, disse amor, amor à primeira vista e depois fui à farmácia comprar umas palmilhas de silicone que me custaram mais que os sapatos para poder finalmente calçar, dois, dois! números a cima do meu...
Ninguém disse que eu era boa da cabeça.

12.6.08

Depois da sesta...

... fui para as compras. Os nossos camionistas disseram "sim" ao governo já de madrugada, acabou hoje o bloqueio dos camionistas ao abastecimento de combustível, as prateleiras do hipermercado estavam finalmente a ser preenchidas com iogurtes, leite, hortaliças, congelados (bens de primeiríssima necessidade), não deixou de me assustar este bloqueio, como ouvi alguém ontem dizer para um jornalista: "- Isto assemelha-se ao início de uma guerra civil." A PSP e a GNR preparadas por ordem do governo (por meio de requisição civil) para "usar a força" e por um fim à paralisação, as gasolineiras com placas de "Fora de Serviço" e as que ainda tinham algumas reservas de gasóleo e gasolina contavam com filas enormes de carros com pessoas lá dentro a querer desesperadas abastecer pelas mais diversas necessidades (sem combustível não são só as nossas viaturas particulares que não andam, os transportes públicos, as transportadoras, o País não anda e foi preciso esta ameaça para tomarmos melhor consciência disso e não foi um bom momento...) vamos ver como termina em Espanha onde os camionistas não têm sido tão moderados, nem tolerantes e onde a crise continua apesar do cerco da Polícia Espanhola ser apertado, apesar de já terem havido imensas detenções.
Fui às compras dizia eu, fui aos iogurtes, ao pão, ao leite, às hortaliças e às bolachas (quando me faltam as bolachas, aquelas da Anna's Pepparkakor, que são as minhas preferidas, com sabor a laranja, a menta... fico virada ao contrário) e imaginem! comprei roupa (gajinho: vai lá dar uma voltinha pelo blogue, vai até aos comentários que irritado por irritado, mas vale enervares-te com os comentários que com o facto de eu ter comprado uma blusa, uns calções, 2 ves... vai lá, eu depois chamo-te quando for a parte em que comprei uma lingerie preta sexyssíma está bem?) é que vocês não calculam, fui ao guarda-roupa, comecei a retirar as peças de verão e não é que umas estavam completamente fora de moda, quase todas me estavam largas, duas ou três não condiziam umas com as outras ou com as sandálias, tive mesmo que comprar quase tudo novo, olha que maçada!
Ainda por cima tive um azar dos diabos, não é que a parte da replay e da addidas na Sport Zone e a parte do vestuário do Continente de Alfragide tinham os meus números? 14 ou xxs?!
Gajinho? Podes voltar. Comprei também uma lingerie preta que ou é da transparência ou é de ser preta, ou é de ser profundamente decotada ou modéstia à parte...