oreinabarriga

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18.12.10

A Representação da Menina Gorda

Todas as crianças ouviram "A menina gorda" muito atentas com risinhos...

... e foram adoráveis! Ao longo da manhã passavam por mim e reproduziam: "... a menina gooooooooooooooooooorda, goooooooooooooooooooooorda, gooooooo..." fazendo caretas e enchendo as bochechas.
 "- Olha! É a mãe do Miguel! É a menina gooooorda goooooorda!"
 
A Menina Gorda a abraçar o filho, no final...

Eu, sou a única pessoa que conheço, que emagreceu 50 quilos depois de dizer um poema :)

7.12.10

Festa de Natal na escolinha do Miguel



Todos os pais foram convidados a fazer uma pequenina representação: recitar um poema, fazer uma palhaçada, dar uma pirueta, tocar um instrumento, sei lá! na festinha da escola do Miguel.
Cativar uma criança é das coisas mais difíceis que conheço (cativar 20 é obra), fazer com que ela pare, escute e olhe e pelo menos no dia a seguir se lembre de nós numa figura. Como eu não sei dar piruetas, não me atrevo a cantar, não toco nada (já nem o "Pour Elise" de Beethoven ao piano nem nada e também não vai haver piano na sala) há bocado tive uma ideia: vestir-me com uma roupa XXL e encher(me) de almofadas, fazer umas grandes tranças com lã para por no cabelo presas com ganchos e recitar a "Menina Gorda" de um poeta brasileiro que nunca me lembro o nome, só me lembro da voz do João Villaret a dizer "Como esta minina istá gorreda! Búnita! (será Rui Ribeiro Couto? ou José Alencar?) eu só me lembro da voz cheia (cheia de cheia, cheia de fulgor), inconfundível, inesquecível, do João Villaret, de ouvir isto em criança vezes sem conta porque cativar uma criança é das coisas mais difíceis que eu conheço e o João Villaret tinha uma voz tão cheia que eu criança parava. E ficava encantada a escutar.


A MENINA GORDA

Esta menina gorda, gorda, gorda,

Tem um pequenino coração sentimental.

Seu rosto é redondo, redondo, redondo;

Toda ela é redonda, redonda, redonda,

E os olhinhos estão lá no fundo a brilhar.

É menina e moça. Terá quinze anos?

Umas velhas amigas de sua mamãe

Dizem sempre que a encontram, num êxtase longo:

“Como esta menina está gorda, bonita!”

“Como esta menina está gorda, bonita!”

E ela ri de prazer. Seu rosto redondo

Esconde os olhinhos no fundo, a brilhar.



Às vezes no quarto,

Diante do espelho;

Ao ver-se tão gorda, tão gorda, tão gorda,

Ela pensa nas velhas amigas de sua mamãe

E também num rapaz

Que a olha sorrindo,

Quando toda manhã ela vai para a escola:

“– Ele gosta de mim… Ele gosta de mim.

Eu sou gorda, bonita…”

E os dedos gordinhos pegando nas tranças

Têm carícias ingénuas

Diante do espelho.



Rui Ribeiro Couto




O poema é tão lindo (é tão aparentemente simples e no entanto há cambiantes por todo o lado), que se as crianças fugirem todas da sala pela janela e os pais das crianças forem todos para baixo de uma mesa a culpa não é do poema, nem do poeta, é minha, toda minha. Isto foi só uma ideia
 
(escondo os olhinhos no fundo, a brilhar)
 
A mãe vai tentar... 

11.11.10

Trabalhos de casa

Hoje o trabalho de casa do Miguel era fazer um desenho baseado na história da D. Castanha que era mais ou menos assim: uma castanha foi levada do castanheiro onde vivia com as amigas e amigos castanhas numa camioneta rumo a uma mercearia. Um dia um menino comprou um quilo de castanhas mas achou aquela tão bonita que a guardou numa gaveta onde guardava as coisas que mais gostava. A D. Castanha sentiu muitas saudades do castanheiro onde vivia mas pressentiu que tinha ganho um novo amigo e que isso, era uma coisa boa.

O Miguel fez o desenho e a seguir inventamos outra história:

O título desta história é
(a mãe começa sempre assim todas as histórias: o titulo desta história é, e esta não foi exceção)

"A castanha e o búzio"

A D. Castanha vivia dentro de uma gaveta que havia no quarto de um menino. Um dia o menino foi à praia e encontrou um búzio, tão bonito que o levou para casa e guardou na gaveta onde guardava as coisas que mais gostava.
A D. Castanha olhou para o búzio e achou que aquele era a castanha mais bonita que alguma vez tinha visto. Por sua vez o búzio olhou para a castanha e achou que ela era o Búzio mais bonito que alguma vez tinha visto no mar! 
No dia seguinte, quando o menino abriu a gaveta, a D. Castanha e o Sr. Búzio estavam muito juntinhos e felizes e o menino ficou muito indeciso porque tinha pensado em ir dar um passeio até ao campo para a D. Castanha ver os Castanheiros, mas afinal, ela queria ir à praia... para conhecer o mar.

Vitória vitória acabou-se o pão com manteiga!

(é Vitória vitória acabou-se a história, mas a mãe diz sempre pão com manteiga)

18.10.10

Pisco

O meu filho (tal como eu em pequena) é um pisco a comer.
(pisco = a passarinho pequenino, que debica um grãosinho e fica logo com a barriguita cheia)

No 1º dia dos novos peixes cá em casa, o meu filho pegou no recipiente da comida deles (uns flocos multicolores de farinha de camarão e larvas), apertou o recipiente muito bem com as duas mãos e contra o peito e disse: "- Ai como eu gostava de ser peixinho, assim só tinha que comer dois ou três flocos destes por dia!"

18.6.10

1922 - 2010




"Minutos, dias"

Todos os dias têm a sua história, um só minuto levaria
anos a contar, o mínimo gesto, o descasque miudinho duma palavra, duma sílaba,
dum som, para já não falar dos pensamentos, que é coisa de muito estofo, pensar
no que se pensa, ou pensou, ou está pensando, e que pensamento é esse que pensa
o outro pensamento, não acabaríamos nunca mais.

José Saramago In Levantado do Chão, Ed. Caminho, 14.ª ed.,

p. 59 (Selecção de Diego Mesa)



Obrigada. Obrigada pelos livros, obrigada por me obrigar a pensar e por me ter deixado o seu Caderno. Obrigada.

19.2.10

Snow Patrol no Rock in Rio-Lisboa

Dia 27 de Maio no Palco Mundo.




"Chasing Cars"

"Chasing cars" means going after something that may be impossible to catch.
Não há uma tradução para esta expressão, mas em Português "chasing cars" é "perder tempo", "fazer nada", apanhar carros é como apanhar estrelas, é o mesmo exercício inútil, são coisas que não se alcançam assim.

Ainda hoje quando não me apetece mais que perder o meu tempo a fazer nada, mesmo nada, quando o mundo não existe, estou a lixar-me para o mundo ou ele simplesmente não existe, consigo sentar-me num degrau de uma escada, num prédio qualquer, a olhar para uma estrada e perseguir carros na minha cabeça.

Talvez a pessoa que me ama, seja capaz de se sentar ao meu lado na escada, olhar a mesma estrada e perseguir carros comigo

(fazer nada, esquecer o mundo).

Talvez.


26.2.09

Porque razão não faço um post literário à tanto tempo

O meu marido perguntou-me hoje porque razão não faço um post literário à tanto tempo. Assim como quem diz "estou um bocado farto de post's patetas que não me dizem nada", ou "finjo que não dou importância ao teu género literário, mas gosto do teu génio literário, vá lá, inspira-te, tu sabes fazer melhor que isso".


Respondi que tenho alguns rascunhos (e meia dúzia de manuscritos) mas não tenho tempo. Alguma coisa entre nós, o nosso menino, a nossa casa, tem que ficar para trás.


Mas o pior meu amor, é que a inspiração é uma bodega que vem nas piores alturas. Quando há trabalho, quando não há tempo, quando estou no supermercado e sabes? Os pacotes de cereais não têm um raio d' um espacinho em branco para apontar de repente uma ideia, a frase perfeita é uma coisa tão fugaz, tão depressa se acende como desaparece, não sendo uma coisa palpável (é uma construção da nossa cabeça), não se pode apanhar, chega à caixa registadora do supermercado toda desfeita, desmoronada, ou simplesmente já lá não está.


Hoje fui fazer um exame (rastreio ao cancro da mama), no fim, a médica não escreveu o resultado numa ficha, pegou antes num pequeno gravador e -lo em voz baixa, para o aparelho. O resultado de um exame médico é uma coisa importante. Aquilo que eu escrevo não é. O resultado de um exame médico é uma coisa que pode mudar a vida de uma pessoa, aquilo que eu escrevo não muda nada. Não pode mudar nada. Não influencia nada, a influenciar, actua apenas sobre a minha dor, injeta uma certa analgesia no meu organismo que alivia (a vontade de escrever dói, para quem não sabe). Se o resultado do que eu escrevo fosse tão importante como um diagnóstico médico, palavra de honra se não ia já à Worten comprar um gravador daqueles para "apanhar" a inspiração quando ela me visita, onde ela mais gosta: um lugar insólito.


A inspiração é uma bodega, que vem sempre em má altura (ou num lugar insólito), por outro lado, se eu me sentar à noite em frente ao computador, cheia de madrugada para escrever, ela é capaz de não vir.

26.1.09

Ficar a chorar (2ª parte)

Hoje o Miguel fez beicinho, a Prof. Hortense e a Lina foram logo buscar a gaiola dos periquitos e a comida dos passarinhos.
- Anda Miguel, hoje vais dar a paparoca aos passarinhos.
E ele lá foi atrás da gaiola, com o frasco das sementes debaixo do braço e eu debaixo de olho.
- Fica a vê mãe, não vás emboa.
A Lina colocou-o em cima de uma cadeira, abriu a gaiola e ao primeiro momento de distração deixei-o, não sei se a chorar. Talvez não. A Prof. Hortense e a Lina sabem cativar tão bem, são tão alegres e têm imensa ternura e o lema (mesmo quando eles ficam a chorar) é não desistir. Não desistir.

26.12.08

Televisão desligada, crise apagada.

A televisão acende sempre na miséria humana. Mudo de canal e está um casal com 4 filhos à mesa a lamentar-se de ter prescindido do carro, do telemóvel e das bolachas de marca. Em rodapé lê-se que a situação de crise levou mais uma fábrica a fechar e a levar centenas de trabalhadores para o desemprego antes do subsidio de natal, trata-se de uma fábrica de cortiça (quando não é de cortiça é têxtil, ou de calçado, ou de peixe, é daquilo que sabemos fazer melhor, não, aquilo que sabemos fazer melhor, antes da cortiça, dos sapatos, ... é dar cabo daquilo que temos de melhor). Tive mesmo que desligar o aparelho. Ainda esperei que a notícia do rodapé volta-se a dar em rodapé porque achei que tinha lido mal, quem deve ter levado a fábrica à falência foi o patrão da fábrica mas não li mal não, foi mesmo uma tal de "situação de crise". Tive mesmo que desligar o aparelho. Estas coisas pegam-se. Esta espécie de gripe dos jornalistas pega-se de uma maneira que se não desligamos imediatamente o aparelho o vírus contamina-nos e ficamos como o aproveitador do governo, que vê aquelas coisas na televisão (e chamem-no lá parvo) e ameaça logo que 2009 é ano de "apertar o cinto", "vêm aí tempos difíceis" como quem diz: o governo é bom, toda a desgraça a partir de agora é culpa da crise europeia e mundial. Pior! Podemos ficar como os empresários e donos de bancos, que aproveitam a espécie de gripe dos jornalistas, os primeiros para despedir os trabalhadores, não aumentar os salários nem dar formação ou melhores condições de trabalho, os segundos para pedir injecções de capital (chamem-nos lá parvos).

Experimentem desligar a televisão. Protegerem-se da espécie de gripe. Protegerem-se dos aproveitadores. Experimentem. E não sentirão crise nenhuma de especial. A gasolina está mais barata que nunca, as taxas de juro estão em queda livre (somos um país atrasado, quando a crise europeia e mundial cá chegar já o resto do mundo está em pé, curado e esquecido, com a vantagem que a crise é como um furação, arrasa tudo e vai perdendo força, se não ligarmos a televisão neste entremeio, quando a crise chegar já vem fraquinha, podemos pegar nela e mete-la num frasco e por uma rolha bem metida no frasco e despachá-la) e há subsídios de todas as qualidades e não é preciso ir à junta, nem à escola, nem à rodoviária, nem à segurança social fazer o pino, é só levantar a mão (e fazer um ar desolado, não se perde nada em fazer um ar desolado quando se trata de pedir um subsidio, se quiserem também podem lamentar que já só comem bolachas sem ser de marca, mas garanto que não é necessário chegar a tanto).

15.12.08

Carros mal estacionados

É carros mal estacionados por todo o lado! É impossível circular!
Há espaço, há lugar, há garagens, há garagens com andares e é carros por todo o lado!
É na sala, é na casa de banho, é na cozinha é no escritório, no quarto do Miguel então nem se fala (para além de carros há aviões e comboios, tratores, todos mal estacionados). É impossível circular cá em casa (sim, o Miguel já está bom da infeção urinária e a constipação também já está a passar). Eu cá não apanho os carros porque as mulheres são atadinhas a estacionar. O pai diz que as mulheres não sabem arrumar carros, o Miguel também não sabe, se soubesse estacionar, quando acabasse de brincar, estacionava os carros todos como deve de ser, como não sabe é o pai que logo quando vier do trabalho, vai estacioná-los todos (já que as mulheres são umas aselhas e ele é o melhor a arrumar um carro em condições).

2.12.08

O medo

O medo de passar por isso. Ter fome. Numa altura de crise aguda, os Portugueses deram num fim de semana quase 2 mil toneladas de alimentos ao banco alimentar contra a fome. É talvez o primeiro dos medos: a fome, o instinto da sobrevivência. Podemos viver sem carros sem sapatos, sem alimentos não.

O meu filho deu um pacotinho de leite com chocolate e ontem vimos a montanha na televisão e não vimos o pacotinho de leite mas sabemos que estava lá. É preciso dar. É preciso dar mais, beijar mais, gostar mais. A união faz a força, pouco a pouco faz-se muito se formos muitos, faz-se uma montanha.

Já da campanha, não gostei lá muito,
Tem por bom não apelar à lágrima, não mostrar a miséria que provoca uma comiseração por vezes desnecessária, que depois se apega a uma ausência de dignidade que não é justa, mas que seja considerado herói, nem que por um dia, alguém que contribui para o BA não me parece merecido, heróis são os que se sacrificam, dar comida só custa quando por ventura damos o único bocado de pão que nos sobrava. Mas não há nada de mal (até me fez sorrir), percebo a mensagem e o que interessa é que... passou.



13.11.08

Raio X

O meu filho já levou pontos na cabeça sem chorar, já fez um Raio X no hospital e gostou da experiência (também fez ao meu colo, isso conta muito) desta vez fez um grande chinfrim!
- Não quéu! Não! Não! Tiame daquí!
E a técnica que estava lá para tirar o Raio X em vez de ajudar a acalmar ou já ter pensado num esquema para tirar Raios xis a crianças tão pequenas, não, molestava-me o juízo:
- Ai, assim não sou capaz de lhe fazer o exame, assim não sou capaz, é melhor desistir.
Eu que já estava a ver a minha vida a andar para trás, apontei-lhe o dedo ao nariz:
- O meu filho vai fazer o raio do raio xis sim!
Eu já transpirava, o Miguel agarrava-se à minha mãe e arrancava-lhe punhados de cabelo.
- Não quéu ! Não! Não ! Não!
- Mas é só uma fotografia filhinho, não dói, não custa nada, a mãe está aqui e a avozinha, olha aquela luz filhinho, não parece uma nave espacial?
- Tiame daquí!
Só conseguimos fazer o exame porque a técnica, depois de eu ter consentido: (- Sim, podemos tentar, como é uma pessoa estranha pode ser que ele a si tenha respeito e acalme...) o abanou e lhe deu dois pares de berros e ele lá ficou uns segundinhos a soluçar e lá saiu a chapa em condições, finalmente!
A primeira vez que o Miguel fez um Raio X foi no Hospital e lá vestiram-nos umas capas protetoras e sentaram-no ao meu colo e ele não se assustou, até gostou, na clínica, era preciso que se deitasse em cima de uma enorme placa, ficasse quieto com a cabeça para trás a levar com um quadrado de luz florescente em cima. Não é mesmo nada tranquilizador. Tirar o Raio X de pé foi também o que acabou por acontecer porque deitado... não havia maneira.
O meu filhinho, que já levou pontos na cabeça sem chorar...
As crianças são mesmo imprevisíveis!

20.10.08

As corridas

- Mamã! Mamã! Vamos vêe quem vai ganhae Piméio!
- 1, 2, 3, partida, largada, fugida!!

E fazemos corridas para apanhar o elevador, para passar o portão da garagem, para chegar primeiro ao carro ou às pombinhas.

2.10.08

il Caffe di Roma no Chiado



Armazéns do Chiado, loja "Il Caffe Di Roma", um lugar à janela, com jeitinho, às duas janelas viradas para um cenário deslumbrante - parte da cidade de Lisboa. E um café lavazza.

Há lugares no mundo onde uma gaja se sente mesmo privilegiada.

24.9.08

"Casamento só entre sexos diferentes"

23.09.2008 Alberto João Jardim, diz
"não ter preconceitos quanto às opções sexuais de cada um."
mas realça que casamento é
"só entre sexos diferentes. Eu não tenho
qualquer preconceito em relação às opções sexuais de cada um, é um problema de
cada um. Agora, a mim, o que me irrita, é pôr-se os portugueses por tontos e
chamar casamento a uma coisa que não é casamento!"
referiu à Agência Lusa.
"Um casamento pressupõe sexos diferentes, é o mesmo que chamar o Sol à Lua e
a Lua ao Sol."
Ainda bem que a opinião deste Alberto João qualquer coisa que ouvi dizer, parece que é presidente do governo regional duma ilha qualquer, não interessa para nada, o que vale é que ninguém lhe dá ouvidos, o que ele diz não se escreve e como tal não é notícia em lado nenhum nem esta brilhante conclusão/definição para casamento vem escarrapachada no público.pt
Olha se fosse um daqueles tipos a quem se dá tempo de antena?! Livra.

29.6.08

Entretanto...

... o Sócrates apanhou-me de férias, distraída com a bola e tudo mais e só fez disparates.
Aquela da melhoria de condições nas cadeias Portuguesas (com campos de jogos e ar condicionado e mais não sei o quê) isto a passar à frente da melhoria de condições de trabalho dos funcionários públicos, não públicos e juristas que continuam a trabalhar com 40 graus no Verão e temperaturas negativas no Inverno, a conviver com os bichos do papel, com o amontoado dos processos, sem segurança, nalguns casos nem vigilância! o melhor Senhores funcionários e magistrados é fazerem qualquer coisa, qualquer coisa digna de pena de prisão está bem? Querem ou não querem mudar de vida, para melhor, ã?

Espanha-Alemanha


Depois de ter passado férias em Espanha rodeada de Alemães por todos os lados nem conseguia ter um favorito, mas mesmo antes do golo de Torres (impressionante, a fé, a força da corrida, a passagem pelo adversário, o golo!) já estava rendida ao jogo da Espanha. Desconcertante. A Alemanha usou todos os seus truques habituais e a Espanha nem se importou, nem se espantou (não deu parte de fraca, houve ali uma meia hora mas deve ter sido a hora da sesta) nem cedeu, nem se intimidou vez nenhuma com a supremacia da altura, da constituição física, de ser por si só um jogo contra a Alemanha (A nossa selecção foi penalizada mas ao pé da Espanha fomos uns cagadinhos só nos últimos minutos é que nos deu a fúria). A Espanha desconcentrou a Alemanha que até à final foi uma equipa que não precisou de jogar grande coisa à bola, chegava ali e marcava, mais nada. Foi este sangue frio (e futebol quente), esta concentração, esta fé (explicita no golo da partida) que faltou a Portugal.
Merecida vitória a da Espanha.