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26.7.11

Um pouco de humanidade não nos mataria (dedicated to Amy and Michael)

also published in Facebook Maria João Viana






já ouvi os mais cruéis e jocosos comentários à vida e à morte de Amy Winehouse.
muito julgam as pessoas. somos um país de juízes eu diria.
"sexo, drogas e rock and roll" é a filosofia romântica dos artistas, aquela segundo a qual se deve viver com a máxima intensidade, mesmo que se pague no fim com a morte prematura.
largar o álcool e a droga é muito mais difícil quando se tem a fama de Amy Winehouse, ou Michael Hutchence, ou Kurt Cobain, ou Jimi Hendrix, ou Janis Joplin, ... todos se suicidaram (Michael Hutchence, vocalista dos INXS, foi encontrado morto numa suíte do hotel Ritz-Carlton, em Sydney, estrangulado com um cinto em volta do pescoço, em 1997; Kurt Cobain, dos Nirvana, em 1994 com um tiro de espingarda), ou morreram de overdose (Jimi Hendrix, Janis Joplin).
não era fã de Amy, mas admiro o talento, e a voz inconfundivel, "pedrada" so se foi no charco quando brotou no panorama musical à escala mundial.
de Michael Hutchence e dos INXs sempre fui fã. sao a minha banda de culto, de sempre. ainda hoje me arrepio quando ouço "by my side" ou "never tear us apart", ou deliro com "mystify", "need You tonight" ou "new sensation". o sentimento de perda e de tristeza voltou, a morte de Amy lembrou-me da morte de Michael.
em nenhum momento da minha vida o abuso de drogas cometido por Michael Hutchence, a sua filosofia de vida (aquela segundo a qual se deve viver com a máxima intensidade, mesmo que o preço seja a morte prematura...) foram para mim um mau exemplo.
(até David Gahan, vocalista dos Depeche mode, também não posso passar sem os Depeche mode na minha vida, só me tem dado "desgostos")
tenho o meu lema:
"nao sei por onde vou, sei que nao vou por ai"
e ja agora este:
"de boas intençoes e bons exemplos, esta o inferno cheio"
icones como a Amy, o Michael, sao exemplos de vida e podem ajudar-nos a explicar aos nossos filhos o que é o abismo, o lado mau, o lado negro, mas mais importante, nao julgar, (repito: nao julgar) e não ir por aí. amanha podemos ter melhor sorte, ou um grande azar.
não me agrada ver pessoas decadentes, muito menos artistas decadentes, muito menos decadentes e simultaneamente em cima de um palco, nunca vi um espetaculo da Amy e talvez seja das poucas pessoas que nao ouviu uma cançao dela, inteira. posso compreender o sentimento de desrespeito dos fas pelas atitudes da cantora, mas somos humanos caramba! era só não ir aos concertos.
ja ouvi os mais cruéis e jocosos cometarios à vida e à morte de Amy Winehouse e não se trata do gajo norueguês que matou quase uma centena de inocentes numa limpeza etnica (foram mais cruéis e jocosos os comentários espalhados pelas redes sociais e por todo o lado onde passei fisicamente, em relação à Amy, que em relação ao assassino). queria (e independentemente do apuramento das causas da morte) que se retirasse do exemplo Amy apenas a essência, o talento, a Voz, e o resto (a Amy era apenas alguém que volta e não volta, infortunadamente, fazia um "back to black"), o resto, era com ela.
esta publicação parece ser um elogio a tudo aquilo que não se deve fazer com a vida, mas não é, é apenas que um pouco de humanidade não nos mataria.



"Bono dedicated U2‘s song ‘Stuck in a Moment You Can’t Get Out Of’ to Amy Winehouse during the band’s Saturday concert in Minneapolis. The British soul singer was found dead earlier that day at her London apartment.


The song, which was originally penned in memory of late INXS singer Michael Hutchence, was performed as an acoustic number featuring only Bono and guitarist the Edge.
“We wrote this for Michael Hutchence … but tonight you will understand when we play it for Amy Winehouse,” said Bono before performing the song. Video of the performance can be seen below.

Winehouse died at the age of 27, joining a long list of other musicians such as Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin and Kurt Cobain who died at the same age. Several classic rockers reacted to her death on Twitter, with Ted Nugent and Dee Snider delivering harsh words about her lifestyle."

30.10.10

Os melhores presentes do mundo

"... quando um dos meus irmãos era pequenino, o meu pai fez anos e o presente que o miúdo lhe deu foi uma torrada embrulhada num guardanapo de papel. Nunca vi o meu pai tão comovido. Uma vez uma das minhas filhas, quando era pequenina, deu-me vinte cinco tostões, nos meus anos. Foi o melhor presente que me deram. Estou a dizer isto e estou a comover-me [pausa] nunca me deram tanto dinheiro."
António Lobo Antunes em entrevista a  Ricardo Araújo Pereira  In Visão

26.10.10

Lidl 19:30PM

"Se quer cativar um homem bonito, não olhe para ele mais que uma vez" podia ler-se no rótulo da garrafa de água que acabei de colocar no cesto das compras. Fui até à prateleira das especiarias à procura de um frasquinho de coentros, que nem é para mim, é para os meus vizinhos do lado que me perguntam sempre se não tenho coentros

(que maçada, estou a fazer uns pasteis e pensava que tinha coentros, não tem por acaso coentros?)

e eu nunca tenho,

(pronto paciência, lá vai ficar a açorda outra vez sem coentros, ou, estamos a cozinhar um polvo, eu ia jurar que ainda havia coentros)

e eu procuro em todo o lado e nos frascos todos e tenho tudo (anis, baunilha, cravo-da-índia que é uma coisa parecida com pregos, pimenta, tudo menos aquilo com que se tempera o jantar dos vizinhos do lado.

Da próxima vez, tenho coentros.
Dei meia volta a pensar "da próxima vez tenho coentros" e esbarrei contra os meus vizinhos do lado que tinham acabado de entrar no Lidl com uma caçarola na mão... mentira, esbarrei num homem de calças de ganga azuis escuras, decote em V, cara de anjo mau e olhos cinzentos (cinzentos? sim, cinzentos), cinzentos transpirados (isto visto de baixo para cima porque eu quando esbarro em alguém ou em alguma coisa é porque estou a olhar para os bicos dos pés). Não pude pedir desculpa do embaraço porque estava a tentar lembrar-me da frase que podia ler-se no rótulo da garrafa de água "Se quer cativar um homem bonito, não olhe para ele mais que uma vez" e lembrei-me, consegui lembrar-me antes dele acabar de sorrir e eu ficar tentada a olhar para ele outra vez, ou seja, resolvi assumir tudo com ele ali mesmo, e tudo é deixar que ele não tire os olhos de mim enquanto eu não olhar para ele outra vez, tudo é esta espécie de relação que tivemos com estranhos, durante toda a nossa vida, em supermercados, em paragens de táxi, no transito, na livraria, ... em menos de 30 segundos projectamos uma vida inteira ao lado desses estranhos, o que inclui uma viagem a Xangai, sexo escaldante no carro dele, pequeno almoço na cozinha daquela que podia ter sido a casa dos nossos sonhos, imaginamos o desenho da sua letra, a raça do cão, a expressão de dor quando se magoa, enfim, toda uma vida com a maravilhosa particularidade de não haver... discussões. Nem traições. Nem faturas do Gás. Uma vida de sonho em menos de 30 segundos. Sem cobranças, sem números de telemóvel.
Depois há as pessoas (quase todas mulheres) que gostam de estragar tudo. Retribuem sorrisos, olham à segunda, terceira, ... dão o número do telemóvel e deixam vir as discussões. As traições e as facturas do Gás.
(o cão era tão giro) Desculpam-se.
(e o desenho da letra também era) Desculpas.
À saída do supermercado lembrei-me de carregar o telemóvel no multibanco (lembrei-me que me tinha esquecido de comprar wollites, uma escova de dentes nova e uns... mas não me apeteceu voltar atrás. Lembrei-me que tenho que secar os ténnis do menino porque amanhã é ginástica, lembrei-me do nome da mulher do Sr. Pilar, há mais de 10 anos que não me lembrava do nome da mulher do Sr. Pilar) isto tudo enquanto carregava o telemóvel. Depois saí para a rua, andei até ao carro, estendi o braço, abri com o comando, olhei para o lado, para o carro do lado e lá estava o MacBrasa a sorrir para mim como se as coincidências fossem uma coisa de crianças e eu tivesse comprado um carrinho da Disney (porque todos os meninos acham que de um saco das compras vai sair um carrinho da disney e então as caras iluminam-se,  num sorriso grande).
A chuva começou a cair-me em cima mais intensa e eu (a chuva é uma desculpa como outra qualquer, podia ter sido a caligrafia), resolvi estragar tudo e ... Sorri. 
O MacBrasa, quase só num mexer dos lábios, bem articulado, quase sem nenhum som, como na linguagem dos surdos-mudos, a chuva a molhar as palavras disse: " - O bri-ga-do pe-lo sor-ri-so!"
Eu: " - De nada, tenho um sorriso fácil"
MacBrasa: Mas foi difícil (e ficou ali a fazer: agora vamos ver quem acaba com o sorrido primeiro, eu não tenho a mínima vontade de ser).
Entrei depressa para dentro do meu carro, sai de marcha atrás sem olhar uma última vez, parei no semáforo já quase a chegar a casa, tirei uma garrafinha de água do saco das compras e podia ler-se no rótulo:
"Se quer cativar um homem bonito, não olh..." mentira! O rótulo da garrafa dizia: "
"Captação: Caldas de Penacova, Contrato de concessão HM 22 ecoponto amarelo 50 cl"

18.10.10

Tás tão magra

Há 38 anos que oiço“ - Tás tão magra, …”.
Até aos oito anos diziam à minha mãe " - A sua menina tá tão magra", como se ela não me desse a papa toda, a partir dos oito começaram a dizer-me face to face “ - Tás tão magra, qualquer dia desapareces!"
Se eu antes dos oito não gostava de ouvir a frase porque a minha mãe nunca se esqueceu vez nenhuma de me dar a papa (tomara eu na altura que ela nunca se lembrasse disso), depois dos oito comecei a responder: “ - Tás tão gorda, qualquer dia não cabes nas calças!” mentira, não comecei nada a responder. Este post é só um elogio às pessoas que dizem tudo o que pensam, às frontais, e francas (como eu vos venero!), às que não fazem cerimonia, às directas, objectivas, claras de ideias, ou já agora, às que não são hipócritas como eu, mas vá lá, deixem-me ser magrinha (vá lá, deixem), e ser aquilo que sou desde os oito: uma cachopa (trinca-espinhas, é certo), que toda a vida soube medir (pesar, neste caso), as palavras.

9.7.10

Varicela


A varicela é uma doença causada por um vírus com o mesmo nome. Transmite-se através de gotas minúsculas que pairam no ar e que contêm o vírus. A varicela é contagiosa desde o aparecimento das primeiras erupções da pele em forma de borbulhas com liquido dentro (bolhas) e continua a ser contagiosa até as últimas bolhas formarem crostas (habitualmente uma semana após o aparecimento da varicela).

Ao Miguel tudo começou com uma borbulha na 'asa' esquerda do nariz

(vê-se bem na foto, é a borbulha mãe!).


Dois dias depois tinha três bolhinhas no peito com liquido transparente lá dentro e a pele na zona das bolhinhas estava rosada.
Depois do meu momento de arte dramática
"ai meu Deus! isto parece zona!"
deixei-me de teatro
"isto é mas é varicela, do mal o menos, eu tive para aí com 12 anos e ele fica já despachado"
fui com o Miguel ao posto médico.
A médica não estava, a pediatra também não, metade da corporação formada em clínica geral estava mas estava de férias, um exército de pessoas para serem vacinadas, auscultadas, enfim, e eu ali com um menino em pleno auge do contágio da varicela na mão e a enfermeira que me atendeu
(as enfermeiras nunca me dão razão, esta vez não ia ser a primeira)

a dizer-me que eram "borbulhas do calor", ou "picada de insecto" e eu "ou varicela" e a enfermeira
(as enfermeiras nunca me dão razão, desta vez não ia ser diferente)
"na... varicela começa com febre e ele não tem febre, para além disso as primeiras borbulhas aparecem atrás das orelhas"
examinou-lhe a parte de trás das orelhas e concluiu triunfante
"Vê mãe? Atrás das orelhas o seu filho não tem nenhuma".
Como a intuição das mães é uma teima, como que uma birra, fui com o Miguel ao hospital mas foi mal pensado porque um hospital é um sítio onde há o quê? Muitas enfermeiras. E eu já aqui disse tudo o que tinha a dizer sobre enfermeiras.

No dia seguinte de manhã o Miguel tinha bolhas pelo corpo todo
(até tinha atrás das orelhas para fazer a vontade a alguma enfermeira mais céptica)
fomos direitinhos ao posto médico mas por causa da greve da função publica só havia uma pessoa para pegarmos a varicela: o sr. Armando (vigilante) mas como o sr. Armando já tinha tido varicela em pequeno e uma pessoa que tenha tido varicela desenvolve imunidade e não pode contraí-la de novo, não lhe pegamos coisa nenhuma. Fomos tentar no hospital e desta vez deram-me razão
(desde já o meu obrigado, não é que eu não pudesse ir à farmácia comprar o "CALADRYL" que é aquele remédio que deixa os meninos todos cor-de-rosa, mais um frasco de ATARAX para ele não se coçar mas uma doença atestada por um médico é logo outra coisa)
"Não há dúvida, o seu filho tem varicela".
Pois.
O Miguel tinha as unhas bem cortadas mas eu cortei mais um bocadinho (assim evita que ele arranhe a pele ao coçar-se porque demoramos um bocadinho a explicar a uma criança que não pode coçar porque depois aquelas borbulhas vão deixar uma cicatriz muito feia).
Para tomar banho deve usar-se Lactacyd, OLEOBAN ou Betadine em espuma (do frasco vermelho). Eu usei o Lactacyd.
Não me lembrava já (nem a minha mãe, a avozinha Ana) que a loção "CALADRYL" espalha-se pelo corpo e tem que se deixar secar muito bem (só depois vestir a roupa), nós espalhámos a loção, o Miguel sentou-se, continuámos a espalhar até ele ficar cor-de-rosa (e com um aspecto barrento) e quando o Miguel se levantou agarrado ao rabinho veio o lençol! Para o Miguel aquilo foi uma risota, nós (eu e a avó Ana também rimos mas era de fininho e só para lhe fazer a vontade porque não teve absolutamente piada nenhuma arrancar-lhe um bocado de lençol colado ao rabiosque com muito jeitinho e perícia para não arrancar borbulhas e tudo).

Lembramo-nos sim que é mais fácil, rápido e eficaz espalhar a loção pelo corpo com as mãos, que com algodão como diz na literatura do medicamento.
Como a minha sogra não se lembra se o Ricardo teve varicela
(e como ela não se lembra eu parto do princípio que ele não teve porque se não ela lembrava-se)
e porque temos férias marcadas daqui a 1 semana (hotel pago e tudo) decidimos separar o Miguel do pai para não o contagiar. De inicio pensamos em dividir a casa (eu e o Miguel ficávamos com a cozinha, o quarto de casal e a casa de banho grande, o pai com o quarto do Miguel, a casa de banho do quarto e a sala) sem nunca nos cruzarmos, mas por sorte temos sempre a avozinha Ana que apesar de andar coxa duma perna e a fazer fisioterapia a uma rotura de ligamentos num braço e ao avô João que está a fazer cocó de fininho à mais de 3 dias mais a hérnia do hiato e a gastroenterite corrosiva, já para não falar nos setenta e tal anos para cada lado (72 para o lado do avô, 74 para o lado da avó), ficaram com o Miguel de dia e de noite!

O menino de barro ainda tem algumas bolhas novas na cabeça (por baixo do cabelinho), no resto do corpo estão a cicatrizar bem,





já se nota: a varicela... está a passar.

14.3.10

When someone is flirting with you

who saves me from u now?


i hope nobody


u want me to die like this, i suppose




try esc (escape) or... control + z


..


In conclusion:

14.5.09

O Quebra-nozes

Um dia destes o meu filho trouxe para casa um papelinho com um trabalho de casa atribuído pelo Prof. Mário João de música:

" Pesquisar Tchaikovsky (rosto, instrumento que tocava...)
Estamos a ensaiar a música do Quebra-nozes..."

Deu-me vontade de rir, aos 4 anos um trabalho de pesquisa sobre o Tchaikovsky... Na verdade achei o trabalho de casa, a escolha do compositor e da música, escolhas perfeitas para crianças tão pequenas (e há a Barbie e o Quebra-nozes que meninos e meninas adoram!) e um acto de grande sensibilidade por parte do professor.

Nesse dia o Miguel estava demasiado cansado e foi mais cedo para a cama, no outro dia de manhã dei ao Miguel um CD Rom do Tchaikovsky para ele levar para a escola, de uma colecção de CD's interativos de compositores célebres (vida e obra, curiosidades e a possibilidade de tocar - virtualmente claro, os instrumentos musicais). Á noite, viemos os dois para o computador e fizemos o trabalho de pesquisa na internet. Foi divertido. Ficou assim:



Peter Ilich Tchaikovsky
(1840-1893)

Eu e a mamã fomos ao Google e ela ajudou-me a procurar imagens do compositor Tchaikovsky, eu escolhi esta porque é igual à fotografia que está num CD com algumas músicas que ele compôs.
Três dessas músicas deram origem a bailados muito famosos: “A Bela Adormecida”, “O Lago dos cisnes” e o mais bonito dos bailados de Tchaikovsky: “O Quebra-nozes” que estamos a ensaiar na nossa escolinha com o Professor de música, Mário João.
É uma história passada na noite de natal. A menina Clara adormece junto à árvore iluminada, ao lado de um boneco que recebeu de presente – o Quebra-nozes, que se parece com um principezinho, e no sonho da Clara o Quebra-nozes ganha vida por amor, e destemido, enfrenta o tenebroso Rei dos Ratos, um exército de ratazanas e soldadinhos de chumbo!
(Eu e mamã dançamos cá em casa, a mamã põe a tocar a marcha do Quebra- nozes e faz de ratazana e eu faço de soldadinho de chumbo).
Ao pesquisar coisas sobre a vida e obra de Tchaikovsky, descobrimos que ele é Russo duas vezes, porque é de origem Russa (um país da Ásia e da Europa), e porque é loiro. A minha mãe diz que na Rússia quase não há pessoas morenas, as pessoas são quase todas loiras e de pele muito clara com olhos azuis ou verdes, porque a Rússia é um país frio, não tem muito sol e as pessoas não conseguem ficar queimadas e escuras.
Ele nasceu a 7 de Maio de 1840 e hoje é 7 de Maio de 2009, estou a fazer este trabalho com a mãe, 169 anos depois de ele ter nascido (tanto tempo! Que engraçado).
O 1º contacto que Tchaikovsky teve com a música foi com um órgão que havia na casa dele e que ele aprendeu a tocar com a ajuda da mãe, tinha 5 anos, eu tenho quase 4 e o meu instrumento preferido é a guitarra (e já sei dizer muitos dos instrumentos que o Prof. Mário João me ensinou, como por exemplo: maraca, trombone, trompeta, baquetas, piano, flauta, … e aquele que é assim para o lado… ai, não me lembro agora como se chama…).
A família queria que ele fosse advogado e por isso estudou direito em São Petersburgo (diz no Google que ele tinha muito boas notas na escola e ainda não tinha acabado o curso já era empregado no ministério da justiça lá na cidade de São Petersburgo), mas o sonho de Tchaikovsky era dedicar-se à música e matriculou-se então no Conservatório. Passados 3 anos já estava a dar aulas de teoria musical e composição.
Descobrimos também que a música “O Quebra Nozes” nasceu de um conto que se chama “O Quebra-nozes e o Rei dos Ratos”, acham o nome do conto esquisito? Então vejam como se chamava o escritor que escreveu a história: Ernesto Teodoro Amadeus Hoffmann! (foi um escritor Alemão por isso tem este nome tão esquisito). Mas foi a versão em língua francesa de Alexandre Dumas (célebre escritor Francês) que inspirou o Tchaikovsky para fazer esta música tão bela e mágica.
Ah! Não me posso esquecer de agradecer ao Prof. Mário João por se ter lembrado de nos dar este trabalho de pesquisa, foi muito divertido e com a Música aprendemos imensas coisas!
Bom trabalho para os meus colegas e para todos.

miguel


O trabalho do Miguel (com a minha ajuda mas dele, com mais de "Miguel" que de "mamã" foi elogiado pelas educadoras e pelo Prof. Mário João e ficamos uns e outros, emocionados com isso.

17.4.09

Agora vamos lá falar de coisas sérias

Na minha rua há muitos pombos, demasiados pombos, eu diria (não, não moro no Rossio). Para sair da minha rua (ou entrar) gasto os travões, a buzina do carro e é um pára arranca, pára arranca constante. Na minha rua devia era haver galinhas (não podem por favor, por galinhas?), é que as galinhas sempre são mais rápidas a levantar voo.

8.3.09

O meu PAI no museu de todos os sonhos

O meu pai (o avozinho João) tem parte do seu espólio de brinquedos que faz com as suas próprias mãos em exposição aqui, e vão ficar expostos até ao Verão deste ano, depois disso, algumas peças ficarão a figurar (para sempre) no Museu de todos os sonhos.
..
Se há museu que fica bem ao meu pai é o museu do brinquedo, também ficava bem o do ar porque o meu pai é um bocado aéreo ou o de arte antiga ou o da música (o da música ficava-lhe a matar) mas se há museu que fica bem ao meu pai é o museu do brinquedo. Ele faz brinquedos desde a minha infância e os que me lembro melhor são dos que fazia com a casca dos pinheiros que havia ao cimo da casa da avó M.ª José no Tortozendo (tive um telefone, uma guitarra, um barco, uma boneca com a minha cara!...), no museu do brinquedo está lá a infância que o meu pai não viveu, mas teve em sonhos.
....

Barco, espigueiros e carroça em madeira e papel.

Moinhos, casinhas e igreja

carros antigos e aldeia das casinhas

carroças e espigueiro


..
Colecção executada por João Domingos Viana
(ao cimo dois moinhos tradicionais holandeses oferecidos pela embaixada da Holanda)

Tenho tanto orgulho em ti PAI, dos brinquedos que fazes com as tuas próprias mãos, de vê-los expostos num museu (fundação) que nos é tão querido, sobretudo agora, nesta fase da nossa vida, que temos o nosso menino (e depois disto pai, nunca mais se vai ouvir falar no espólio do Joe Berardo :))

Foi um dia muito especial também porque tivemos o privilégio de privar com João Arbués Moreira, engenheiro, coleccionador e fundador do museu e a sua mulher (directora do museu) Ana Paula Arbués Moreira.
..
Ana Paula Arbués Moreira, João Arbués Moreira com o nosso filho Miguel Viana da Silva
..
Duas pessoas fascinantes que nos acompanharam durante toda a visita e transformaram as nossas conversas em verdadeiras aulas de história. João Arbués é um homem encantador, um contador de histórias, com uma cultura vastíssima ou não fosse ele, um coleccionador de brinquedos!



" Os brinquedos ajudaram-me a crescer e a perceber o mundo, tornando-se
primordial a sua ligação à história da humanidade (...) A intimidade, as modas,
as guerras, as ideias, a política, a economia ligam-se eternamente ao que cada
brinquedo trás dentro de si."

....

Museu do Brinquedo - Toy Museum - Fundação Arbués Moreira - Rua Visconde de Monserrate - 2710 - 591 SINTRA - Telefone: 219 106 016 Fax: 219 230 059 e-mail: m-brinquedo@museudobrinquedo.pt (O Museu está aberto de 3ª a Domingo, incluindo feriados, das 10:00 às 18:00, encontrando-se encerrado à 2ª - feira)

11.2.09

A origem do pseudónimo Carmina Burana

Lembram-se de uma área da "Carmina Burana" celebrizada por um antigo anúncio da "Old Spice"? Lembram-se do mesmo trecho na abertura do concerto dos The Doors: "Os filhos de Morrison" em 2003 no Pavilhão Atlântico? Serviu também de banda sonora para filmes como "Excalibur", ou de fundo para Jim Morrison em "The Doors" de Oliver Stone.




(para o caso de não se lembrarem)

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Se me fosse dado escolher a banda sonora para a minha vida, eu escolheria a "Carmina Burana" de Carl Orff. Por ser uma composição belíssima, intensa, o coro é forte, a marcação da percussão, tudo é intenso (choro sempre no "finalle" é a adrenalina provocada por aquela força crescente). "Carmina Burana" é na sua origem uma colecção manuscrita de cerca de 200 poemas e canções medievais encontrados na abadia de Benediktbeuern, na Alemanha. Eram poemas de monges e eruditos errantes (os goliardos). “Carmina Burana” (tanto quanto li) é uma expressão em latim, é o plural de Carmen que significa canções (Canções de Benedikt Beuern).



Foto retirada daqui, Carl Orff homepage

Carl Orff, musicólogo, pegou neste conjunto de poemas e formou esta cantata magnífica, com o símbolo da Antiguidade — A roda da fortuna, girando eternamente, trazendo alternadamente boa e má sorte, como pano de fundo.


"Carmina" representa a mudança constante: uma condição da vida humana. Começa com o apelo à Deusa da Fortuna passa pelo encontro do homem com a natureza e pela ode ao vinho e ao amor na área "In taberna" que culmina com o coro "Ave, formosíssima" que depois se repete grandiosamente no final (que é aquela força crescente onde tudo é intenso e a adrenalina se liberta em estado líquido).

E obrigada pai! por me teres dado a ouvir e a conhecer tão boa música (clássica e não só, música é música). Devo a ti, pai, a minha vida ter banda sonora, momentos banais tornados raros, horas como as outras, inesquecíveis. E as associações... Que memórias se levantam quando eu ouço a "Carmina Burana"... o anúncio da Old Spice; Jim Morrison...


Direitos de autor: Carmina Burana. É o que vai aparecer agora em rodapé. Sou eu. Euzinha.


5.2.09

"O que é apaixonada?"

Perguntei ao meu filho se ele sabia que a Inês estava apaixonada por ele, respondeu assim:
- Sabia. Só que a Inês não é da minha sala, tem chovido muito e não temos ido ao recreio, de modo que tem sido difícil encontrar-me com ela."
Mentira! A resposta do meu filho foi:
- Main? O que é apaixonada?

30.1.09

Complicadíssima teia

"Gosto de saber que vives,
Mas não perdi a cabeça
Nem corro atrás do desejo;
Quem se agarra muito ao sonho
Vê o reverso da vida
Nos movimentos de um beijo"

Excerto de "complicadíssima teia", do poeta António Botto.

15.1.09

Tudo o que precisam...

... levar para o post seguinte.





27.11.08

Sinoblocos ou Silent-bloc

( Sinoblocos ou Silent-bloc. Foto retirada do forumautohoje.com)
(Sinoblocos ou Silent-bloc. Foto retirada não sei de onde, já não me lembro onde fui buscar estes sinoblocos, espero que o site ainda consiga andar sem eles)
.

Quando viro a direcção quase toda do meu carro sinto uma trepidação e ele range, faz Terrac, Terrac (linguagem de automóvel).
Levei-o a um tradutor, digo mecânico de automóveis e o meu carro precisa de sinoblocos novos, que são borrachas que fazem parte do triângulo da suspensão, reduzem o desgaste dos elementos da direcção, e da suspensão, e absorvem os impactos da estrada (buracos e lombas por exemplo). Ora vamos lá a isto:
Tiram-se as rodas para fora, desaperta-se a barra estabilizadora, depois há para ali uns parafusos nas rotulas de direcção, nos sinoblocos e nas ponteiras das transmissões, desaperta-se aquilo tudo, substituem-se os sinoblocos e depois é levar o carro a alinhar a direção. Eu até fazia isto tudo, o pior era levar o carro a alinhar a direcção, tinha que ir buscar uma vassoura, varrer o carro (que entretanto estava todo desfeito em peças), enfiar aquilo tudo dentro de um saco e levar o saco ao centro:
- Era para alinhar a direção se faz favor. Onde é que tenho o carro? Está aqui, dentro deste saco.

É melhor levar o carro ao Sr. Simões (mecânico e tradutor de linguagem automóvel) e ele põe-me os sinocoisos e amanhã volto a sentir aquela condução macia e silenciosa que são duas das qualidades que mais aprecio num carro, se não tinha um UMM.


P.S.: Sr. Simões: - O carro está bom, estive
a andar com ele e a ver tudo e está bom, nunca pensei
(como quem diz: para
carro conduzido por uma mulher, nunca pensei), não precisa de nada
(para além dos sinocoisos), não faz mais barulhos, para o carro que é
(não propriamente um carro robusto) e para os anos que tem está
muito bom, nunca pensei
(como quem diz, para carro de mulher, nunca
pensei)...

8.9.08

Depois da felicidade


“(…) Quando se é feliz muito novo, a única obsessão que se tem é aguentar a coisa. Vive-se ansiosamente com a desconfiança, quase certeza da coisa piorar. O pior é que as pessoas que se habituaram a serem felizes não sabem sofrer. Sofrem o triplo de quem já sofreu. É injusto mas é assim. No amor é igual. Vive-se à espera dele e, quando finalmente se alcança, vive-se com medo de perdê-lo. E depois de perdê-lo, já não há mais nada para esperar. Continuar é como morrer. As pessoas haviam de encontrar o grande amor das suas vidas só quando fossem velhas. É sempre melhor viver antes da felicidade do que depois dela.”

Miguel Esteves Cardoso

30.6.08

Um dia

ainda faço um Post sobre o melhor Aeroporto da Europa.



"O Aeroporto de Francisco Sá Carneiro, na Maia, foi considerado o melhor da
Europa, em 2007. A aerogare internacional do Porto foi ainda distinguida como a
quarta melhor do mundo, no que diz respeito a aeroportos com menos de cinco
milhões de passageiros."

Classificação do Conselho Internacional dos Aeroportos

sem falar em nada disto.