oreinabarriga

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11.3.06

O sapato e o sapatinho

1.3.06

Diário de uma mãe XIV

Amanhã, dia dois de Março, eu e o meu filho Miguel fazemos 8 meses.
Há 8 meses que nascemos como mãe e como filho e claro, parece que foi ontem.
A avaliar pelos pequenos passos de gigante, o tempo para o meu filho também é coisa para passar num piscar de olhos.
E são tantas as coisas que ele me diz...
As que posso aqui traduzir, são só duas: abó (avó) e vô (avô).
Já se senta sem cair para os lados. Já lhe dou banho com as duas mãos! E até já lavo os pézinhos sem ter que o segurar! Se lhe pedir-mos o objecto que tem nas mãos, ela dá (só não dá o comando da televisão!) Dentes, conto oito. precisamente.
Já abre os braços para o colo de quem chama e atira-se se for caso disso.
Tem imensas cócegas na barriga e cada vez dá mais gargalhadas. E as gargalhadas do Miguel, composta de dentinhos e covinhas nas bochechas, são como se os numeros da sorte fossem iguais aos meus. Sou afortunada. Tive o rei na barriga e agora descobri um imenso tesouro.
Desde que nasci como mãe, um acontecimento muito mais importante e de maior significado do que nascer simplesmente, (quem é que nunca pensou alguma vez, que não devia era ter nascido? Ponha o dedo no ar. Pois. Ninguém de dedo no ar), desde que nasci como mãe, ía eu escrevendo, que me preocupo com uma coisa que até aqui era com' ó outro, que é o passar do tempo. É verdade. Quando dou por mim, já não são horas. Quando olho para o meu filho ele ainda ontem não estava assim.
O tempo só não passa quando andamos tristes. Doentes. Sós.
Por causa de eu ter o meu filho, não é tristeza o que sinto quando ando triste, nem chego a adoecer de verdade e também nunca mais me senti só.
Tristeza é perder um filho, as únicas doenças que nos doem verdadeiramente são as deles (filhos) e só voltarei a sentir-me só quando o meu filho já não precisar de mim e o tempo voltará a ser como era antes. Voltarão até as horas mortas de certo.
E com isto já passa das 10 da noite, amanhã já é quinta-feira, dia dois, já passaram oito meses. Oito! Oito.
Se me disserem que não tarda nada tenho as miúdas todas do bairro, da escola, dos tempos livres, da net e quiçá, de outro planeta, a ligar cá para casa a perguntar: O Miguel está-á? Sou capaz de acreditar.
Vou dar uma espreitadela à caminha para me certificar que ele está lá dentro a dormir e ainda mede menos de 90 cm's (que é o comprimento da cama), não vá o telefone tocar de repente e eu desprevenida, apanhar um grande susto!
Com licença.

O 1º carnaval

Apesar da ameaça constante de pandemia da gripe das aves, que ainda não chegou a Portugal, porque graças a Deus estamos em tudo, atrazados, resolvi vestir o meu filho de pato. De pato Donald, justamente.

3.2.06

Sebastião Salgado



Aqui está o homem que fotografa o nó embaraçado da minha garganta. A máquina é igual a tantas outras. O homem é que não.
O mundo é o nosso, precisamente. Ou não. Depende da objectiva. E do globo ocular. Ele fotografa. Para não podermos dizer que não vimos. Que não sabemos que o mundo é composto de partes desiguais.
A máquina é igual a tantas outras. O homem é que não.

Cai neve na Natureza...


... ou Uma mãe como eu.

Batem leve, levemente, como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania: mas há pouco, há poucochinho, nem uma agulha bulia na quieta melancolia dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente, com tão estranha leveza, que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente, nem é vento com certeza.
Fui ver.
A neve caía do azul cinzento do céu, branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via! E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça. Pôs tudo da cor do linho. Passa gente e, quando passa, os passos imprime e traça na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais da pobre gente que avança, e noto, por entre os mais, os traços miniaturais duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los, primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos, porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!... Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza, uma funda turbação entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza - e cai no meu coração.

Augusto Gil, Luar de Janeiro

Hoje caíu neve em todo o país. Em Lisboa, não nevava há mais de 50 anos.
Mostrámos ao nosso filho a neve a cair para lá das vidraças. A neve emociona... mais quando é assim, tão inesperada, mais, quando temos no colo um filho, pequenino, meia dúzia de meses, a quem mostrar flocos levezinhos e brancos de chuva muito fria que cai do céu.
As pessoas mandaram mensagens por telemóvel umas às outras, fazendo acontecer uma corrente sentimental.
Hoje, caíu neve na natureza. Em cima, a foto de uma mãe como eu.
Alguém me sabe dizer se neva no Afeganistão?
Não, deixem lá. Se não neva, não é importante. Digam-me antes que chão ficou marcado pelos pézinhos daquela criança?

19.1.06

Perdemos um amigo

Hoje perdemos um amigo.
O amigo que descia a escada a assobiar, o amigo que abria os braços e um grande sorriso quando nos via a chegar, o amigo que toda a gente conhecia porque a toda a gente falava, o amigo que estacionava o carro sempre ao lado direito do meu carro, todos os dias, o amigo que ainda este fim de semana veio trazer a última prendinha ao nosso filho e nem sempre os olhos são o espelho da alma, ou então apanhou-nos distraídos.
Fugiu de casa sem levar nada que o identifica-se, julgou ele. Dentro do bolso, um papelinho esquecido, havia de nos dar a notícia: O Sr. Fernando atirou-se à linha. O corpo está no Instituto de Medicina Legal. E avisaram a administração do condomínio.
O papelinho era o recibo do pagamento das quotas.
Quando me passará esta angustia? Afinal éramos só vizinhos.
Só?! Os vizinhos moram uns com os outros, partilham o mesmo prédio, a mesma rua, o mesmo código postal, a repartição das finanças, o carteiro, a padeira, o guarda nocturno, o estacionamento, o elevador, são os primeiros a ver a nossa cara logo de manhã e nos avisam que temos uma pintinha de rimel no nariz, umas olheiras de quem dormiu mal, uma mola da roupa agarrada ao casaco (como já me aconteceu, uma mola velha ainda por cima). É com os vizinhos que discutimos as fissuras lá de casa, as humidades, os pêlos do cão, o IVA, as eleições e o campeonato de futebol. É aos vizinhos que perguntamos pelos outros vizinhos.
Eu e o Sr. Fernando éramos só vizinhos.
Eu gostava tanto dele... Acho que foi um valente acto de coragem! O Sr. Fernando foi muito corajoso. Estou orgulhosa. Angustiada mas orgulhosa. Acabou com tudo em três tempos. Os que cá ficarem que pensem agora no que deviam ter feito e não fizeram, na mãozinha que não lhe estenderam (foi parar ao bolso das calças, a mãozinha, ou recolheu-se simplesmente, é o costume).
Os que cá ficarem que chorem, pois um homem não chora, acarta com o coração despedaçado pela escada, e assobia...
Só não me deu tempo para um beijinho daqueles entre neta e avôzinho. Só não me deu tempo para lhe ler a alma e estender-lhe a mão. Bem sei que a minha mão já não chegava, só tardaria a chegada do comboio. Mas ter-lhe-ía dado a mão e arranjavamos ainda tempo para o tal beijinho.
O Sr. Fernando foi muito corajoso...

2.1.06

Mais dentinhos!

Hoje de manhã reparei que já romperam os dentes de cima ao Miguel.
Há uma semana que as gengivas estavam duras e um nadinha inchadas, mas o Miguel nem se queixou nem nada e hoje deu-me logo pela manhã o primeiro sorriso rasgado devidamente acompanhado de mais dois dentinhos!

30.12.05

Maide in Xaina

"Design Francês, qualidade alemã, preço de Chinês".
Ainda não é desta que não me visto à princesa do Carnaval, a salpicar tudo de estrelinhas prateadas que vão largando o meu vestido, à espera do ano novo, com a etiqueta "Made in China" virada para dentro, pois claro!

29.12.05

Regresso à escolinha

Cá estou eu a postar do xerbicho. Que saudades! Do meu filho claro! Estou mortinha por chegar a casa e empanturrar-me de beijinhos nas bochechas e nas mãozinhas e nos pézinhos e dizer ao meu filho que gosto dele mais do que tudo no mundo!
Entretanto a Felíciazinha reclama que desde que é funcionária pública, quando lhe telefonam perguntam sempre: "Estás em casa? Não? Então onde é que andas?"
Como se os funcionários públicos não pudessem estar no local de trabalho vez nenhuma.
A Bê continua a destestar a 80 que detesta a Pê que acha a Fó um horror que por sua vez não faz distinção e não gosta de ninguém ali dentro. Ah, e continuam a desaparecer as canetas e as tesouras da secretaria, continuam a haver Harrys, Ailtons, Lerivãs, Millenes, Cheilas, Biancas, Walter Brunos e Anaximandros, outros com nome de comprimidos ou acabados em óv a matricular-se e a Fó continua a esquentar a panela da sopa, que já foi cor de laranja e já teve uma pega inteira, no calorífico.
Está tudo na mesma já se vê.
É o regresso à escolinha.

28.12.05

O primeiro Natal do meu filho

Quem são os idiotas que acham que o Natal devia ser todos os dias? Quem são eles? Quantos são? Quantos são?
Fui eu que fui ao mercado de véspera, fui eu que cozinhei, fui eu que fiz e desfiz a mesa sei lá quantas vezes para todos, fui eu que arrumei a cozinha e a casa inteira e ainda agora ando aos papéis... Ufa!
Vou guardar os pijamas e as meias quentinhas. Gosto de pijamas e meias quentinhas.
Tenho a casa cheia de brinquedos! Tenho a casa às cores! O meu filho anda doido com o brinquedo que lhe ofereci.
Mas este Natal foi diferente... E eu e o meu filho vamos mudar o mundo! (Fiquem sossegados, prometemos mudar o mundo em horário apropriado para não incomodar) Dia 25 continuará a ser Natal, mas vamos os dois arredar o mundo um nadinha mais para o lado do coração.
O meu filho já não é o Rei que trago na barriga! É agora o meu príncipe encantado!

23.12.05

A prenda de Natal do Miguel

Fui mesmo ao Colombo. Contrariada, a favor da corrente como não é meu príncipio, mas fui. Saí do estacionamento e estava uma quantidade enorme de pessoas para apanhar os elevadores, alistei-me. Quando os elevadores abriram as portas as mesmas pessoas, que até ali ninguém diria, todas com carinha de anjo, de quem não parte um prato, até as havia da qualidade "não me toques que me desafinas", parece que nunca tinham visto o interior de um aparelho naqueles! Engalfinharam-se de tal maneira que eu até comentei para uma criatura cá das minhas que ficou para trás a deixá-los engalfinharem-se à vontade: "Esta gente apanha um elevador como se fosse apanhar o último comboio."
Ultrapassado este episódio, lá entrei no elevador das 16 e 15 e fui direitinha à Pré Natal comprar o presente do meu filho. Um brinquedo! Um brinquedo Gigante!
Transportei-o com dificuldade, mas trazia estampado na cara a alegria imensa que me deu comprar um presente de Natal para o meu filho. O maior presente da loja!
O Natal é das crianças. E apesar de eu não gostar lá muito do Natal desde pequena, os brinquedos têm magia. Fazem magia.
Saí do Colombo a cantar (para dentro, claro): Brinquedos, brinquedos, eles são a nossa maior alegria! Lá, lá, lá...
Depositei o embrulho azul e verde, gigante, na sala e fui buscar o Miguel:
- " É da mamã, filho, foi a mamã que comprou, era o brinquedo maior da loja filho, é para ti!
- " A mãe gosta de ti mais do que tudo no mundo..."
Ao que ele me respondeu "ã" com um ar seriamente preocupado.
Eu de lágrima no olho a olhar para o embrulho, o meu filho a olhar mais para a lágrima no olho que propriamente para o embrulho.
Eu, à espera da noite de Natal.
Eu, à espera da noite de Natal para oferecer um brinquedo gigante ao meu filho.
Parece mesmo magia dos brinquedos...

19.12.05

Morra o Natal! Morra! - PIM!

Ainda dizem que há Natal quando há refugiados no mundo e tanta fome www.terra.com.br/sebastiaosalgado quando há crianças desaparecidas e pais destroçados www.policiajudiciaria.pt/htm/pessoas.htm quando há pais que violam seus próprios filhos, homens e mulheres que se agridem, instituições que fecham os olhos ou enfiam as mãos nos bolsos sem terem frio www.violencia.online.pt quando se praticam crimes idiondos como a mutilação vaginal nas barbas da www.unicef.pt e das www.un.org nas barbas do Vaticano, nas barbas do tribunal Europeu dos direitos do homem e nas do Presidente dos Estados Unidos que é uma nação heróica, têm os "marines" e tudo e conseguiram capturar o Saddam que era um malfeitor. E ainda dizem que há Natal!
A minha homenagem vai para quem os sinos do Natal não dobram: Amina Laual - Jovem mulher Nigeriana, que em 2002 se viu condenada à morte por apredejamento, acusada segundo a lei Islâmica de adultério. Manuel José Pinto Mendonça e Filomena Maria da Silva Moreira Teixeira - Sobreviventes do desaparecimento (tragédia maior que a morte) do filho Rui Pedro. Desapareceu a 4 de Março de 1998. Daniel - Foi violado e seviciado pelo namorado da mãe. Teve uma morte agonizante consequência de uma peritonite (infecção do perineu, membrana que envolve o sistema digestivo) por ter sido seviciado com um pau de piaçaba.
Tinha 6 anos, era surdo-mudo, deficiente motor e amblíope (Percepção visual diminuída). Foi abusado sexualmente inúmeras vezes e talvez mais do que qualquer outra criança sem nenhuma deficiência, passou por hospitais e instituições que não participaram às autoridades os evidentes sinais de maus tratos. Vanessa - Por oposição da mãe biológica, os padrinhos com quem vivia e era feliz, nunca conseguiram adoptá-la. O Tribunal acabou por retirar a Vanessa aos padrinhos e entregá-la ao pai biológico e à avó paterna que a queimaram com água a ferver (já ouvi também a versão do ferro de queimar leite creme) torturando-a, levando-a à morte e depois atiraram o corpo ao rio Douro, em Maio de 2004. Tinha 5 anos. Joana - Foi morta à pancada e o corpo foi esquartejado pela própria mãe e pelo irmão desta, que fizeram desaparecer os vestígios da menina de 8 anos, que toda a vida foi abusada, explorada e mal tratada pela mãe e pelo tio.
Todas as meninas e todas as mulheres que não sei como se chamam e que em algumas comunidades islâmicas e outras não-islâmicas do norte da África são vítimas de mutilação genital. Como é possível suportar tanto sofrimento? Como é possível assistir a milhares de seres humanos a suportar tanto sofrimento?
Todos os refugiados que atravessam montanhas e todos os emigrantes presos em contentores porque o mundo é redondo mas há cadeados em todas as passagens.
Cada emigrante, cada refugiado que passa uma fronteira é visto como o mendigo que ontem pernoitava à nossa porta e hoje, de repente nos entrou em casa.
As crianças que vivem na rua,
As crianças que são abandonadas como cães,
Os cães que são abandonados pelos donos,
Todos os animais que são abandonados e vitimas de maus tratos,
Os velhinhos que vivem isolados e que são vitimas de violação e roubo,
As crianças que foram mordidas por cães pitbull,
As crianças vitimas de pedofilia. É por me lembrar deles que não me apetece ir para o Colombo comprar presentes.
É por me lembrar deles que estou-me nas tintas para a árvore de Natal e acho pirosos todos os Pais Natal a trepar pelas varandas nos edifícios.
É por me lembrar deles que não vou aliviar a minha consciência e comprar o CD da Leopoldina e ajudar a Fundação do Gil.
Só não sei como é que vou partilhar esta época com o meu filho Miguel. É o primeiro Natal do meu querido filho. E o Natal é como o circo, é das crianças!
Resta-me que ainda é cedo para que ele venha ao meu blog, à net, acenda a televisão, compre o jornal, tome consciência do mundo em que vivemos, das atrocidades e hipocrisias que cometemos e aceite as minhas razões para não gostar do Natal.
A minha mensagem de Natal?
Não quero paz no mundo, não. A paz é desassossego.
Não, não desejo que todos se amem e tenham saúde porque isso não é possível. Os meus desejos de Natal são todos possíveis de realizar pelos homens. Neste Natal quero que a Judiciária traga o Rui Pedro de volta para a família. E não me digam que é impossível, porque não é, é preciso mais coragem, mais meios, melhor organização para a judiciária fazer frente a este tipo de máfia. Neste Natal quero que os tribunais do mundo condenem apenas criminosos. As mulheres que praticam o aborto e o adultério não são criminosas, as que torturam e matam os seus filhos é que são. Este Natal quero que os Pitbull sejam finalmente tratados como são os leões, os ursos e os crocodilos. Que as organizações mundiais que existem em função dos refugiados, das vitímas da fome e das doenças, dos atentados que se cometem à revelia dos direitos do homem e da criança funcionem! Funcionem meu Deus! Eu não peço nada impossível, já disse.
De resto, que Morra o Natal! Morra! - PIM!

11.12.05

O Circo!

Hoje o Miguel foi ao circo!
Foi a empresa do pai, a Alves Ribeiro que ofereceu os bilhetes, uma festa e um presente!
O Miguel gostou muito da lanterna do Winnie que projecta desenhos no escuro.
No circo havia focas...



Elefantes...



Trapezistas...



E claro: Palhaços!



Na segunda parte adormeci.
Acho que sonhei que estava no Grande Circo de Monte Carlo!!!

8.12.05

Os diabinhos já não me apanham!

Agora que fui baptizado, os diabinhos já não me apanham! Safa...





6.12.05

Não são os dias que passam depressa... é a vida.

3.12.05

Ida ao parque





Apesar do friozinho... Foi muito divertido!!

(Parque infantil do Borel, na Amadora)







27.11.05

O segundo dia mais feliz da minha vida (as fotos)

Sacramento do Baptismo



A sagrada água é derramada sobre a cabeça, simboliza a fonte da vida e da fecundidade.



"Eu te baptizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo..."



Unção com o santo crisma, óleo perfumado que confere o dom do Espírito Santo.



O Miguel depois de devidamente "ungido", tornou-se assim, Cristão. (A criança baptizada deve ser vestida com uma veste branca. Esta veste branca significa que se revestiu de Cristo)



O padrinho (neste caso) acende a vela no círio pascal para que Cristo ilumine a vida do Miguel


O Baptismo significa também a libertação do pecado e do demónio (desde que temos um filho cresce a nossa fé ou se renova e até na libertação dos pecados e dos demónios passamos a acreditar, pelo sim, pelo não...)


Este foi o primeiro grande passo de uma longa caminhada... O Miguel agora consta nos livros do Vaticano! Ena... mas sobretudo, o Miguel agora, pertence a Deus.



Por fim e como vos poupei a todos de discurso, apenas aqui agradeço...

Ao Frei Albertino por ter celebrado este dia. Sentimos a falta dele no restaurante, aos padrinhos do Miguel, Alice e Vitor, que estavam elegantíssimos e felizes como nós, ao meu querido Paulo Pereira e à Ritinha por terem fotografado este dia (a Ritinha Reis tem mão artística (toda ela é uma artista a minha menina) e deram-nos fotos lindíssimas. Aos meus queridos tios e primos António, Rosa, Joaquim e Dory por terem feito tão longa e cansativa viagem, por terem passado pelo mau tempo que faz nos Pirenéus para estarem com o Miguel neste dia, aos meus "sobrinhos" Tomás e André e à minha sobrinha Carolina (que ainda está na barriga da mãe) que são crianças encantadoras, que eu adoro e adorarei sempre e desejo toda a felicidade do mundo para eles! A "tia" estará sempre aqui... (aqui no Blog também). Aos meus pais, que eu amo tanto, ao meu filho, que amo mais do que tudo na vida e esteve sempre tão bem, tão feliz, um autêntico príncipe! A todos os que estiveram presentes e foram escolhidos para estarem presentes por serem para nós tão especiais. E a ti, gajinho, pai do meu filho, Ricardo-Jorge-Costa-Silva-pensavas-que-me-esquecia-de-ti? Claro que não! Como é que eu me vou esquecer que mal nos sentámos nos cadeirais da igreja para assistir à missa tu já reclamavas comigo porque tinha sentado mal os convidados! A propósito, achas-te na altura que já estávamos no restaurante? E como é que eu me vou esquecer que nos deixas-te meia hora dentro do carro, a mim e ao Miguel, à espera de um guarda-chuva? (meia hora porque acabamos por sair do carro em baixo de chuva se não... ainda lá estávamos). Mas mesmo assim gosto de ti, queres maior prova de amor que esta? Seres assim e eu gostar de ti?




Jardins do Seminário




O segundo dia mais feliz da minha vida

O dia do baptizado do meu filho, foi o segundo dia mais feliz da minha vida e agradeço do fundo do coração ao nosso querido Frei Albertino por ter sido também, o segundo dia mais importante da minha vida.
Muito obrigado Frei, por ter aceite baptizar o Miguel.
Muito obrigado pela cerimónia lindíssima com que nos presenteou.
Teve para nós um grande significado, ter sido o Frei Albertino a celebrar este dia...
Julgo-o um homem iluminado.
Naturalmente os convidados esperavam uma cerimónia pouco clara, um nadinha aborrecida, um Padre velhinho, pequenino e redondo, de voz enfadonha, sério, circunspecto, mais circunspecto que sério (o que celebrou a missa nesse dia, por exemplo. Do que nós nos safamos! Ninguém entendeu nada daquela missa, não fosse o Frei Albertino a salvar a honra do convento...)
Nem todos os padres têm o dom. Nem todos os médicos, nem todos os carpinteiros... Nem todos os homens brilham.
Ao Frei Albertino um grande bem haja.
Gostamos muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito de si!

19.11.05

O Miguel já tem dois dentinhos!



O Miguel com 4 meses já tem dois dentinhos de baixo!
A mim, deu-me de manhã uma dentada, ao pai mostrou as favolas quando andavamos no "Continente" às compras.
O pai achou tanta graça, que fez uma festa! E as pessoas que andavam como nós, às compras, também se riam de acharmos graça aos primeiros dentinhos do Miguel.
Aqui vai a foto possível.
É muito difícil fotografar dentinhos do tamanho de micróbios... só sei que o sorriso do Miguel está bonito demais!

11.11.05

Convidados para o baptizado

Aos amigos mais intimos, aos pais, padrinhos e avós do Miguel juntamos a lista de convidados que os pais do Ricardo nos apontaram ao nariz, peças de relíquia familiar e amizades construídas ao longo de uma vida, que muito gostaríam, estivessem presentes no baptizado do seu neto. Assim seja.
Para que não pensem que também não há na minha família, peças de relíquia de igual calibre, resolvi então convidar os irmãos do meu pai e da minha mãe, sempre fica a coisa mais composta, a verdade é que essa lista de convidados veio obrigar-me a repartir a minha família, ficaram de fora os meus primos e os filhos dos meus primos, que adoro, que davam certamente um ar mais jovial, contemporaneo e alegre ao baptizado do nosso menino, mas eles são muitos.
Tantos, que desde logo decidi que da minha família só íam os meus pais não fosse esta mudança de plano.
Está feito.

Estas sã oas agendas que eu e o pai compramos ao Frei Vieira, na livraria do Seminário, servirão de brinde para os convidados e simbolizam a nossa solidariedade para com as acções Franciscanas em Missão por todo o mundo.
Onde algures, em terra de ninguém, pessoas passam fome e padecem das piores doenças, acho que semeamos 20 abraços carinhosos.
Espero que seja um dia feliz para o Miguel e para todos nós.
Espero acima que tudo, que a minha querida avózinha Maria José, a minha lágrima eterna a querer cair, a minha única saudade que não passa, esteja rodeada de anjos e de almas nobres, a assistir ao baptismo do nosso menino.
Agradeço ao Frei Albertino, de coração, ter aceite baptizar o meu filho.
Ele representa a ligação entre mim, o Miguel e as pessoas que amo e já não estão connosco. Entre elas, a Maria da Silva. A nossa querida Maria da Silva...
À Maria da Silva, a quem eu tanto queria estender o meu filho, de quem guardo desde menina, o sorriso (a Maria da Silva, pela posição dos lábios, tinha um sorriso peculiar, encantador) que me pediu tanto em vida para "arranjar um menino" que ainda queria vê-lo... e eu que não fui capaz de ir a tempo...
haverá tempo para além do tempo?
Serei eu crente em Deus de verdade?
Terei eu tamanha fé?
Ou será o Deus em que acredito, a única forma que encontro para suportar a ausência de quem tanta falta me faz?

A Abóbora



Não, esta abóbora não é para a noite das bruxas, o "Halloween", até porque em Portugal comemora-se o São Martinho. Esta abóbora vai acabar cozida na sopinha do Miguel. Foi o papá que a trouxe! (lê-se trousse, certo?) Será que é desta que o Miguel não cospe a sopa? Não salpica os azulejos da cozinha, não se arrepia? Ou o papá tem que cultivar uma mini horta na varanda?

10.11.05

Os livros, pá!


Hoje apanhei um valente susto. Não é que surpreendi o meu filho a ler?
Teria sido pior se o livro fosse do Eka de Keiros, bem sei, teria sido pior se o meu filho não tivesse 4 meses e ainda não soubesse ler, pá, mas mesmo assim, foi um valente susto.
Já fechei à chave os medicamentos, já elevei os detergentes à ultima das prateleiras, mas os livros, pá, os livros! Esqueci-me de os esconder.
E a televisão estava ligada, na sport TV, a televisão, aquela caixinha mágica onde uma pessoa se pode distrair com os campeonatos de futebol, com os sorteios da Santa Casa, tanta coisa sei lá, que educa, gira pá e o puto vai logo pegar num livro?
Chiça, q' um gajo não se pode distrair nem um bocadinho!

9.11.05

Sopa! Blarrrc!!!!!!!!




Quem inventou a sopa? Foi a mamã?
Onde estão as coisas boas da vida?
Faço queixinhas ao avôzinho João, digo buuuuuu, ááááááá, mã, anhanhanhanha e ele ainda me chama palermazeco, não sabe falar não sabe dizer nada este palermazeco... faço queixinhas à avózinha Ana e ela finge que me entende: - Sim, meu pequeninozinho, faz queixinhas à vó, faz, o que fizeram a ti, meu pequeninozinho?
Mas o que importa aqui é quem inventou a sopa afinal? Hã? Quem foi?
Preciso urgentemente de umas gotinhas de Aero-Om!


Estava eu tão sossegado...


E tunga!


Quase vomitei.


Onde está a minha papa?



O meu leitinho? Hein?



Não dês mais mamã. por favor, por favor...


Oh não, vem lá outra colher!


Eu não disse...

Blarrrc!

O dente Azul


Não, o meu filho ainda não tem dentes. Muito menos azuis.
Dente azul é o nome que deram a uma fichazinha de uma inteligência por demais, que consegue fazer a ligação entre um telemóvel (por exemplo) e um computador. Eu tenho um dente azul, é com ele que fotografo o meu filho todos os dias com a câmara do telemóvel e depois enfio a fichazinha na ranhura e mando transferir as imagens.
Essa luzinha verde é um dente azul. Um BLUETOOTH.


Foi o Ricardo que me ofereceu e é um dente que muito estimo. Já fotografei a caixa de sapatos onde a minha tia Ana Maria guarda as fotos da família e pude trazer para casa fotos das fotos dos meus avós e bisavós.
Parece que o dente azul, o Bluetooth, veio substituir o velhinho infra-vermelho. O dos comandos de TV. Acho bem.
O mundo avança, o meu filho cresce e eu, acompanho...

3.11.05

O DN do dia em que o Miguel nasceu


Como podem vêr, o nascimento do Miguel não mereceu qualquer destaque no DN do dia 2 de Julho de 2005, nem no dia seguinte. Politica. O jornais só falam de política e/ou de desgraças. Bom, sendo assim, ainda bem que o meu filho Miguel não está lá.
Vou à net verificar na revista "Caras" na "VIP" e na "Nova Gente"...

26.10.05

A Deus, eu não peço mais nada

Já devia ter publicado estas fotos. São os meus pais com o meu filho no colo, poucas semanas depois de ele ter nascido.
São as fotos dos miminhos.
Ninguém mais faz miminhos ao meu filho assim... O meu filho Miguel está nestas fotos, nos braços de quem mais o ama para além de mim e do pai, obviamente.
Tantas vezes olho para elas e está lá tudo...
Tal como as primeiras fotos do meu filho que o pai tirou do meu telemóvel assim que saímos da sala de partos, nunca apaguei estas do meu telemóvel. Andam sempre comigo.
Tantas vezes olho para elas, e está lá tudo...
A Deus, eu não peço mais nada...





10.10.05

A Primeira papa

Hoje o meu filho Miguel comeu papa pela primeira vez e não fossem as risadas não tinha havido salpicos!

A papinha da Milupa sem glúten foi uma boa escolha. (O glúten é a principal proteína presente no trigo e em outros cereais que pode provocar intolerância alimentar. Daí os bebézinhos não deverem comer pão nos primeiros meses. As intolerâncias alimentares são causadas pelo sistema imunológico, que reage de maneira anormal a um determinado alimento ingerido)
O Miguel ainda só tem 3 meses e meio, quando chegar aos quatro, come sopinha.
Esta papinha vem mesmo a calhar para fazer a transição.
A colherzinha é de silicone, foi oferecida ao Miguel pela Paula, nossa vizinha, mãe da Sara e da Mariana.
Bem que ela explicou, lá do alto da sua experiência de mãe, que uma colherzinha de silicone era o ideal para as primeiras papas.
Estava cheia de razão. Obrigado Paula.



5.10.05

Diário do nascimento de uma mãe XIII

Antes do Miguel nascer, andava eu em busca da felicidade. Em baixo das coisas, escondida atrás das árvores, no meio dos livros, atrás das portas.
De cada vez que encontrava a felicidade, sentia-me feliz claro, enquanto durasse o momento.
Desde que fiquei grávida, tudo passou a andar ao contrário e ainda hoje é assim. Ando feliz. A felicidade anda sempre comigo, (Deus também) e a tristeza é que às vezes a encontro em baixo das coisas, escondida atrás das árvores, no meio dos livros ou atrás das portas... De vez em quando encontro-a, à tristesa, e fico triste, claro, enquanto dura esse momento.
Gosto da minha vidinha assim.
Gosto do meu filho mais do que tudo na vida!
Fico surpreendida se o pai do meu filho chega a casa e só tem olhos para a lâmpada que se fundiu, para os salpicos no armário, para a luz da impressora que ficou acesa e para os milhares de acontecimentos sem importância absolutamente nenhuma que acontecem numa casa, tendo cá o nosso filho! É que para mim, desde que ele esteja aqui ao pé, a rir-se de não lhe doer nada, estou-me nas tintas para essas miudezas todas.
Será ele infeliz? Quando muito é tão feliz como eu era antes do Miguel nascer, uma coisa de horas, de dias quando muito.
Não sei se é herança, se o que é, que o faz ser assim, mas tenho pena, por mais felicidade que haja, há criaturas que não têm mãos para a agarrar, nem coração que chegue para ficar com ela.
Coitados...

18.9.05

O meu filho e eu









11.9.05

Diário do nascimento de uma mãe XII

O Ricardo foi cedo para o Hospital tirar outra radiografia. Parece que da fractura está recuperado, mas a verdade é que os ossinhos ainda não estão no lugar onde não doem. Amanhã já vai trabalhar. Fica-lhe a recordação de ter assistido aos 2 primeiros meses do filho e ter participado de alguma forma.

À noite, durante o jantar, projectamos o dia do baptizado do Miguel. Farei eu mesma os convites e serão poucos, os amigos mais intimos, os nossos pais e os padrinhos obviamente.

3ª Feira, dia 13 de Setembro

O Ricardo começou hoje a trabalhar. Saiu de casa um bocado mal disposto, mas, é a vida…

Os padrinhos do Miguel


Estou radiante porque a minha querida Alice aceitou ser a "maínha" do Miguel!
Talvez não ha-ja em quem eu mais confie. Talvez não encontrasse na família uma pessoa que me fosse tão querida.
O Vitor tembém aceitou ser padrinho do Miguel. Fico-lhe muito grata porque ele já tem outros afilhados e mesmo assim, aceitou sem reservas. Estou porém preocupada com a questão do Vítor ser fanático pelo Sporting. É que na certa, há-de levar o meu filho a ver jogos. Mas pronto, ao deixar que o Miguel se sente nas bancadas desse clube rival, tenho a minha grande oportunidade de lhe provar o quanto fiquei feliz por ele ter aceite o nosso convite.
Afinal, são os que mais convivem connosco, são os nossos melhores amigos, são pessoas que quem gostamos muito e gostaremos sempre.

8.9.05

Diário do nascimento de uma mãe XI

Hoje foi o dia das vacinas contra a Difteria, Tétano e Tosse convulsa (1ªdose), da vacina contra a Poliomielite (1ª dose) que são umas amargas gotinhas, da segunda dose da vacina contra a Hepatite e da Hib (1ª dose) contra o malvado do “Haemophilus influenze” tibo b que é um tipo de meningite. São muitas vacinas de uma vez para um bebezinho tão pequenino mas tem que ser e o Miguel foi tão corajoso! Não gostou que lhe picassem as duas coxas, nem das gotas que não sabiam nada a Aero-Om! Mas só chorou um bocadinho. Nada que o colinho da mãe e as cantiguinhas do pai não fizessem esquecer.
Para prevenir más disposições e febre, assim que cheguei a casa dei-lhe um biberon cheio de leitinho seguido de um supositório de Bem-U-Ron infantil. Vamos lá ver o humor do Miguel nestes próximos dias…

6ª Feira, 9 de Setembro

Parece que o Verão acabou. Hoje está um belo dia de chuva!
O meu filho está surpreendentemente bem disposto. Dormiu bem, não tem febre, não precisei dar-lhe mais nenhum Ben-U-Ron. Por agora, está apenas mais protegido e forte contra as doenças e andamos os dois mais felizes mesmo por baixo deste tempinho escuro…

Sábado, dia 10 Setembro
“O Frei Albertino”

O meu filho está a passar pela fase mais engraçada desde que nasceu. Está sempre a rir, para nós, para a luz e para as cores. Durante a noite, acorda para beber o leitinho e vai sorrindo para o quadro do circo e para a bola azul que é o candeeiro do tecto. Quando o volto a deitar é capaz de fixar o véu do berço e o boneco azul pendurado lutando de olhinhos abertos contra o sono. Dou-lhe beijinhos e ele deixa-se vencer.
Hoje foi um dia importante. Foi o dia em que começamos a preparar o baptizado do Miguel.
Começamos por visitar o Frei Albertino, que mora no seminário da Luz tal como a minha mãe tinha explicado.
Lembrei-me do Frei Albertino por tantas razões…
Por ser afilhado da nossa querida Maria da Silva, que Deus tem e que era a melhor amiga da minha avó Maria José, mãe da minha mãe, por ser um padre da nossa idade, por ser Franciscano e eu ter um fraquinho (católico claro está) pelos padres Franciscanos. O Frei Albertino está na mesma: novo, humilde, servo, de boa índole. Recebeu-nos numa salinha do seminário onde estivemos todos a conversar. Não colocou qualquer entrave ao facto de não sermos casados, o que apesar de tudo, me surpreendeu um pouco, porque a opinião dele eu já calculava, os desígnios da Igreja é que costumam ser outra história. Enfim, aceitou prontamente baptizar o nosso filho e naquela paróquia e até nos mostrou o seminário, os jardins, a igreja, a capelinha e o externato da luz.
A Igreja do seminário é uma Igreja moderna mas acolhedora, tem uns magníficos vitrais e uma imagem de Cristo vivo, na cruz (nunca tinha visto uma imagem de Cristo vivo na cruz).
Ficamos de voltar para assistir a uma missa e para voltarmos a falar com o Frei Albertino quando os papéis estiverem prontos e a data escolhida.
Depois andamos pela feira da luz e eu comprei um livro para dar ao meu filho. Aqui estão as fotos da avozinha Ana a contar-lhe a história pela primeira vez.

6.9.05

Diário do nascimento de uma mãe X

Hoje fomos ao posto médico a uma consulta, a primeira com a Dr.ª Manuela Ribeiro que já era médica de família e amiga do Ricardo e vai ser a partir de agora a médica do Miguel também.
O meu filho pesa mais de 5 Kg e mede 57 cm’s. Está de boa saúde, tem bons reflexos, sorri muito e já levanta e segura a cabeça com grande pinta!
Acho que ele vai gatinhar cedo. Em breve vou ter lá em casa uma nova qualidade de esfregona a limpar o chão.
Decidimos que o Miguel vai tomar as vacinas contra a Meningite.
A vacina contra a Meningite C vai ser incluída no Plano de Vacinação Nacional em 2006 a outra, a PREVNAR contra o pneumococo custa cerca de 75 Euros a multiplicar por três (2 reforços).
Bem sei que poucos, mas mesmo assim, alguns pais levam os filhos “à pica” como sendo apenas uma prática comum e obrigatória. Pais pouco esclarecidos que nunca se informaram sobre a Poliomielite, que não sabem para que serve a BCG, a DTP, A VAP, a Hib e a VASPR. São tudo siglas esquisitas para umas doenças quaisquer. Pelo mundo, morrem milhares de crianças vitimas destas doenças. Os meus pais são do tempo da tosse convulsa (a coqueluche), da difteria. Eu e o meu filho, pais e filhos da minha geração, só têm que cumprir um plano de vacinação pleno e totalmente gratuito para prevenir o sofrimento bárbaro que é a perda de um filho e que há poucos anos atrás, era praticamente inevitável. Dá que pensar…
Encontrei na Net informação sobre a Meningite e muito embora a comunicação social tenha feito o favor de explorar muito bem este tema, talvez muitos pais como eu não se sintam melhor informados só por isso. Achei por bem pazer um ‘copy paste’.
Aqui vai...

Vacina contra a “meningite C” e vacina Prevnar - para que servem ?
A vacina contra a “meningite-C” protege contra o serogrupo C da bactéria vulgarmente conhecida por meningococo, o qual não causa apenas meningites (daí eu colocar aspas no nome vulgar dado à vacina). O meningococo tem outros serogrupos, entre os quais o B, que é aproximadamente tão frequente como o C. Existem 4 nomes comerciais desta vacina: Meningitec, Meninvact, Menjugate e Neisvac, todas contra o meningococo_C.
Prevnar é o nome comercial de uma vacina que protege contra 7 serótipos de uma bactéria vulgarmente conhecida por pneumococo. Esta bactéria tem, contudo, mais de 20 serótipos. Alguns dos serótipos que infectam as crianças em Portugal estão incluídos na vacina, outros não.
Um pormenor técnico – estas vacinas são ditas “conjugadas” (por oposição às “polissacáridas”) e podem ser dadas a crianças de idade inferior a 2 anos (ao contrário das polissacáridas), daí terem suscitado tanto interesse por parte de pais e pediatras.
Estas vacinas fazem parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) ?
Não. Contudo, em 2004, a Comissão Técnica de Vacinação (
CTV) emitiu um parecer favorável à inclusão da vacina contra o meningococo C no PNV. Em Janeiro 2006 entra em vigor um novo PNV que já inclui a vacina contra o meningococo-C.
As vacinas Prevnar e contra o meningococo_C são prioritárias para crianças nos 2 primeiros anos de vida ?
A prioridade de vacinação para estas crianças são as vacinas do
PNV. Estas são gratuitas e tornam as crianças imunes a agentes infecciosos muito perigosos, a maioria dos quais circula em Portugal: hepatite B, haemophilus (tambem causador de meningite), difteria, tétano, rubéola, tosse convulsa e outros.
Está portanto a desaconselhar a Prevnar e a vacina contra o meningococo-C ?
Não. A Prevnar e as vacinas contra o menincoco C são eficazes contra os serótipos acima referidos de duas bactérias causadoras de doenças graves – o pneumococo e o meningococo. A Comissão Técnica de Vacinação (
CTV), nomeadamente, não tem nada contra a administração destas vacinas, apenas recomenda que, até Janeiro de 2006, sejam dadas de forma a não interferir com o calendário das vacinas do PNV em vigor até Dez 2005.
Vale a pena gastar tempo e dinheiro para dar estas vacinas às minhas crianças ?
Lamento mas não existe uma resposta inequívoca a esta pergunta. A resposta depende da percepção do risco de contração de infecção (pelo pneumococo ou pelo meningococo_C) que cada pessoa tem. Por outras palavras, da probabilidade de uma criança ser infectada e desenvolver doença. Só lhe posso dizer sobre isto que a probabilidade é muito muito baixa, mas não é zero.
A percepção do risco na população é muito influenciada pelas informações dadas pelos meios de comunicação social e estes não avaliam objectivamente o risco antes de emitirem notícias. Mas há outros factores a ter em conta. Para o/a ajudar a decidir, vou tentar resumir-lhe vantagens e desvantagens da Prevnar e da vacina contra o meningococo C na pergunta a seguir.
Quais as vantagens e desvantagens destas vacinas ?
Principal vantagemVacinas muito eficazes contra os agentes a que se dirigem, mesmo em crianças com menos de 2 anos. Conferem protecção duradoura em mais de 90% dos vacinados. Além disso, não têm reacções adversas dignas de nota. Desvantagens e limitações: - Estas vacinas são caras. As vacinas contra o meningoco_C já são comparticipadas pelo ministério da saúde, mas mesmo assim saem caro porque são várias as doses a administrar. Se não quiser esperar pelo
novo PNV, informe-se do preço antes de comprar.- Estas vacinas não conferem protecção contra TODOS os agentes causadores de meningite. Por exemplo, a vacina contra o meningococo_C não protege contra o meningococo_B, um dos mais abundantes em Portugal. A Prevnar protege contra 7 serótipos do pneumococo, mas esta bactéria tem mais de 20 serótipos. Não deve portanto ter a ilusão de que a criança fica 100% protegida contra a meningite.- Existe o perigo de perturbarem a administração das vacinas do PNV. Este perigo, contudo, pode ser reduzido, se se cumprirem as recomendações emanadas pela CTV sobre o assunto (veja pergunta a seguir).
A Comissão Técnica de Vacinação (CTV) tem recomendações sobre estas vacinas ?
Na transição Dezembro de 2005, a
CTV deixa a administração destas vacinas ao critério do pediatra e dos pais. É uma decisão difícil. O risco médio de uma criança vir a ser infectada pelo meningoco ou pelo pneumococo e desenvolver doença e' muito baixo ... mas não e' zero. Em Janeiro de 2006, o novo PNV já inclui (gratuitamente) a vacina contra o meningococo-C.
A DGS emitiu uma nota informativa elaborada pela
CTV sobre a forma como se deve compatibilizar estas vacinas com as vacinas do PNV. Para ver esta nota em PDF clique aqui.
Para as duas vacinas, o intervalo de tempo recomendado entre doses é de 2 meses. Não devem ser dadas doses intervaladas de menos de 1 mês. Veja contudo a pergunta seguinte.

Uma recomendação final IMPORTANTE
A literatura científica recente (finais de 2004), sugere que a idade em que é dada a última dose de vacinas conjugadas(*) é muito importante para garantir que a protecção conferida pela vacina seja duradoura. É mesmo mais importante do que o número de doses de vacina dadas. Recomenda-se que a última dose de qualquer destas vacinas seja dada, de preferência, no segundo ano de vida (isto é, depois dos 12 meses) e não antes dos 9 meses de idade.
(*) Exemplos de vacinas conjugadas são a vacina contra o meningococo, a Prevnar e a vacina contra o Hib (esta última está no PNV).

2.9.05

Os aliados

O meu filho faz hoje dois meses. Eu também dou por terminado o meu primeiro mês como mãe. Fez-se luz na minha vida. Ando feliz sem liberdade, o tempo que me cabe, para as minhas coisas é diminuto, mesmo assim, não importa, o meu filho ilumina a minha vida. Todos os dias me comovo, todos os dias me envaideço, todos os dias agradeço tanta luz.
Quanto à dor do parto, não pensem que me esqueci dela, não. Não vou é andar a vida toda a queixar-me de uma coisa que já não me dói.
Para aqui chegar, tive os meus aliados e está na altura de falar deles. O primeiro mês é seguramente o mais difícil. Para mim foi muito. O pai de braço direito enfiado num gesso sem poder pegar no Miguel vez nenhuma, mudar uma fralda, dar o biberon... tudo a mãe, e a toda a hora.
A nossa primeira dificuldade foi o Miguel ter demorado a aprender a mamar. O meu primeiro grande aliado, foram os mamilos de silicone que o pai comprou na farmácia.
A hemorragia do parto durou mais de 20 dias, por causa disso, usei fraldas para incontinentes da marca "Continente" durante 20 dias (não gostei nada desta parte). Os pontos idem o que justifica o meu segundo grande aliado: a almofadinha tipo bóia. Finalmente, voltei a sentir o imenso prazer de me sentar.
Do derradeiro cansaço é melhor nem falar! Como não encontrei aliados, e é de aliados que se trata neste post, vou passar à frente.
Primeiro vieram as cólicas, depois a prisão de ventre. O Miguel sofreu muito e está agora a melhorar graças a um milagroso remédiosinho que se compra na farmácia, vem dentro de frasquinhos de chá de plantas e chama-se Coli Mil.
Nem Bebé-gel, nem Aero-om, nem massagens, nem chá de maçã reineta, não fosse o Coli Mil eu e o Miguel ainda não tinhamos passado o cabo das tormentas.
E as borbulhas? Os entendidos diziam que eram "medranças", eu dizia que não, os entendidos diziam para eu não por nada e eu punha óleo de amêndoas doces para as borbulhas não se enervarem mais do que já estavam e criou-se aqui uma incompatibilidade entre mim e os entendidos (enfermeiros, mais pais, etc.) que não queiram saber. Para por um ponto final nisto, tive mesmo que recorrer ao Dr. Matildes (o melhor dermatologista que eu conheço) que logo me deu razão e duas pomadas que tingiram toda a roupa do Miguel e tudo à volta do Miguel de amarelo, mas deram cabo das borbulhas de um dia para o outro.
Estes (Dr. Matildes incluído) foram os meus primeiros grandes aliados.
Espero que as fotos que publico a seguir, ajudem este texto a ser útil a outras mamãs e papás. Principalmente porque no primeiro mês surgem duas grandes complicações: as complicações propriamente ditas e uma inexperiência praticamente total, para lidar com elas.
São aliados básicos, pois claro. Uma almofada é uma coisa básica. Depois de a ter descoberto até me fez lembrar a história do Ovo de Colombo e que parva que eu fui! Como é que eu não me lembrei antes da almofada? Realmente... uma coisa tão simples...
É tudo muito simples. Olhando para os filhos dos outros então, é canja!
..
A almofadinha

Semelhante às que existem na classe executiva nos aviões, para apoiar a cabeça, custou 1 Euro numa lojinha Chinesa.

Os mamilos de silicone da Chicco

Muito embora tenha ouvido as piores considerações sobre mamilos de silicone, aconselho-os a todas as mamãs para quem é um sacrifício dar de mamar (mamilos doridos, feridos) ou seja, aconselho-os a todas as mamãs que não nasceram para sofrer. Os "biquinhos" custam 8 Euros e vendem-se na farmácia. Não são descartáveis, mas duram todo o periodo de amamentação.

O Aero-Om

A combater as cólicas não lhe verifiquei eficácia nenhuma, mas uma gotinhas de Aero-Om são remédio Santo para as birras. Bem sei que não se deve habituar os bebés a calarem-se com docinhos, nem tão pouco o Aero-Om tem essa finalidade, mas uma mãe não é de ferro.

BebeGel

Resulta. Mas é em mim. Eu nunca tive que me submeter a um Clister dos antigos, daqueles que nos irrigavam desconfortávelmente, (a minha mãe tinha um pendurado dentro de um armário da casa de banho e eu gostava de abrir a porta do armário que dava para o clister, só para sentir a sensação de alívio por não quer que fazer aquilo) só de pensar nisso, apetece-me eleger o BebéGel e coisas do género como a descoberta do século!

O ColiMil

Quando nada mais resulta, o ColiMil resulta. Custa 10 Euros, vende-se na farmácia e são uns frasquinhos com pó e um liquido à base de funcho e ervas que se misturam durante a abertura do frasquinho. Foi com este remédio que as cólicas fortíssimas que o meu filho teve, passaram.

O soutien de amamentação e a cinta pós-parto

O Soutien de amamentação é indispensável, não há forma de o contornar. Os da Chicco da linha Mamma Donna aliam quanto a mim, a funcionalidade muito prática ao conforto e até à beleza. Custam 34 Euros e são precisos pelo menos 2, isto a somar aos discos de amamentação (e os melhores também são os da Chicco) a coisa começa a agravar-se, mas nesta fase, em que nos sentimos por vezes um farrapo, o melhor é investir em nós e naquilo que nos conforta. Quanto à faixa, as opiniões dividem-se. A mim, não me fez nenhum mal, antes pelo contrário. Ajudou-me (juntamente com um creme especifico) a livrar-me da barriguita flácida. A minha é da Pré Natal e custou 26 Euros. Todas as outras me pareceram armaduras de guerra e ainda por cima eram mais caras. Deve usar-se logo que possível e/ou aconselhado após o parto.

16.8.05

Diário de uma mãe IX

O meu filho acordou com a cara num estado lastimável por conta das borbulhas. Parecia que estavam a desaparecer mas qual quê!
Fomos imediatamente ao dermatologista e em boa hora o fizemos. Se eu em vez de acreditar em"Medranças" passageiras tivesse ido ao médico, tinha feito melhor. Fica-me de aviso. Vim para casa com uma pomada para queimar as borbulhas e uma pomada gorda para alternar com aquela.

Quarta, dia 17

A pomada eliminou todas as borbulhas! A roupa ficou irremediavelmente estragada (tingida), tal como o Dr. Matildes tinha avisado, mas as borbulhas desapareceram. Estou tão aliviada.

Quinta, dia 18

Hoje fomos passear para o Centro Comercial Colombo. A avó Dília quis oferecer o tapete de actividades que a mãe e o pai escolheram! É da Chicco como o ginásio e é o mais giro de todos!
Os animais que estão nos cogumelos todos emitem um som. O cão ladra, o gato mia (naturalmente) e todos tocam um instrumento musical, a gatinha toca harpa, o sapo xilofone...
O elefante tem uma grande tromba para puxar, os coelhinhos estão escondidos na toca e o rio reproduz a melodia da água a correr. É um tapete cheio de surpresas! Vamos brincar e rir muito!


Quarta, dia 24

Dia da consulta de RPP com a Dr.ª Rafaela. RPP não é uma estação de televisão, quer dizer Revisão pós parto. Fui à oficina portanto. Tenho as peças todas no lugar e em bom estado depois do acidente aparatoso que foi o meu parto. Estou pronta para outra, disse a Dr.ª Rafaela e depois ficou à espera da minha reacção, a rir-se, como disse o poeta Camilo Pessanha na Clepsidra "A rir-se de não lhe doer nada"... Livra!

15.8.05

A Praia

Foi o meu primeiro dia de praia depois do Miguel ter nascido. E creio que este ano, 'chapéu'... Acabaram-se os dias assim...

















Olh' á barriguita!

Eu que era uma "misse" estou que parece que engoli uma alforreca.

já para não falar no tom de pele (nenhum).

Mas ainda o mês passado andava de barrigão! Grávida. Gravidíssima!

Até que não estou assim tão mal...

Adeus Verão!

Para o ano volto aqui, com o meu filho Miguel e vai ser bem melhor! Passo a ter dois sóis só para mim!

11.8.05

Diário do nascimento de uma mãe VIII

Desisti de extrair o leite.
A pele da cara do meu filho está seca como as folhas das árvores no Outono. Limpo a carinha dele com óleo de amêndoas doces, apesar das enfermeiras terem dito para não por nada. Todos os dias as orelhinhas dele criam crostas e estão mirradas!
Estou triste...

Sábado, dia 13

Comprei um ginásio musical para o meu filho na loja da Chicco no C. Comercial Colombo. O Miguel está numa fase que já não acorda a chorar e é capaz de se entreter com um bonequinho que produza um som ou mesmo connosco a dizer disparates.
Não creio que o meu filho seja mais esperto que os outros bebés, mas de facto é um bebé demasiado activo e curioso para a idade (ainda para mais, padecendo das borbulhas, das medranças (?). Com tanta energia, o meu filho recém-nascido parece mais crescido! A alcunha que os meus pais lhe puseram foi “O ciclista” por estar sempre a pedalar com as pernas desde que o conhecemos! Foi a pensar que posso explorar esse lado observador e essa energia do meu filho mais cedo que o normal, que decidi comprar-lhe o ginásio. É cheio de cores e de músicas. Tem uns pedais para ele tocar com os pezinhos enquanto pedala e umas bolas que ainda não estão à sua altura, mas a mãe dá uma ajuda…

Que divertido mamã!
Domingo, dia 14

Passamos a manhã a brincar! O ginásio foi mesmo boa ideia. Ele entretém-se e eu também com ele. Passado um tempo, satura-se e choraminga, não forço para que seja sempre a mesma alegria enquanto ele quiser brincar.

3.8.05

Diário do nascimento de uma mãe VII

O Miguel foi fazer a ecografia hoje. A médica tratou de nos descansar. O Miguel não tem nada. Está tudo bem!

5ª Feira, dia 4

Hoje fomos ao posto médico para o Miguel ser pesado. Engordou 640 gramas desta vez! Continua a ganhar peso o meu filho, ainda bem. Com um mês de vida pesa 3.860 Kg.
A saga das borbulhas continua. A enfermeira garantiu-me que eram “Medranças”, borbulhas que frequentemente atacam os bebés nesta fase da vida e passam com o tempo e sem pôr nada. Medranças… será?

6ª Feira, dia 5

A minha amiga Beta disse-me que o Tomás também teve estas borbulhas. Para eu não me preocupar. “Eu sei que é muito chato, eles são tão bonitinhos e de repente ficam assim… mas não te preocupes amiga que isso passa e eles ficam lindos outra vez!"
Porque é que eu não fiquei mais descansada?

Segunda, dia 8
“O dia dos meus anos”

Faço hoje 33 anos.
Almoçamos na casa dos meus pais. De regresso a casa o Miguel vomitou. Já tinha vomitado uma vez, mas ao contrário dessa, não ficou aliviado.
A Sandra está grávida. Vou ter mais um "sobrinho", ou será desta que vai nascer uma menina? A Sandra trouxe a bomba de extrair leite da AVENT para eu experimentar. Já não tenho leite suficiente e pode ser que assim estimule a produção.
O meu pequenino passou a noite bem, sem febre, mas visivelmente mal disposto.

Terça, dia 9

O Miguel voltou a vomitar. Liguei para a saúde 24 que é uma linha pediátrica, de atendimento telefónico, a pedir ajuda. A enfermeira que me atendeu tranquilizou-me porque o meu bebé não tem febre nem chora continuamente, mas aconselhou-me a levá-lo ao médico porque se trata de um recém nascido.
Há pouco tempo experimentamos dar ao Miguel um outro leite, o “Aptamil Confort” da Milupa, mas foi um erro. Um grande erro. A mudança de leite só se justifica se o bebé não tolerar o primeiro, ou por qualquer outra necessidade avaliada por um pediatra. A mudança provocou um desarranjo no estômago ainda frágil e logo desistimos de dar outro que não o leitinho que ele sempre tomou, o Novalac AC 1, que além do mais, é um excelente leite comercializado para lactentes. Talvez o melhor de todos. Que parvos que fomos, eu e o pai.
Fui com ele ao Posto Médico mas não consegui consulta. Voltei para trás, triste como o dia (de chuva) e muito preocupada. Para aumentar a minha tristeza e a minha preocupação as borbulhas estão assanhadas, a cara do meu filho parece um passador e já alastraram para a cabeça! Toda a gente diz que são borbulhas normais nesta idade e passam com o tempo, mas eu começo a não acreditar. Isto está mesmo muito feio…



Quarta, dia 10

Hoje o avô Vítor faz anos.
O meu filho bebe 120 ml de leite de 3 em 3 horas, tudo o que eu consigo extrair com a bomba são 40 ml e preciso esperar pelo fim do dia!
Talvez consiga, com tempo e perseverança lá chegar… Uma coisa é certa, a bomba é mesmo boa, fácil de montar, fácil de usar porque é manual, não dói absolutamente nada extrair o leite com ela, ao passo que as outras, sobretudo as eléctricas pela experiência das minhas amigas, fazem doer horrores!

Vale a pena a publicidade…