oreinabarriga

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este blogue tem Livro de Exclamações

13.11.08

Raio X

O meu filho já levou pontos na cabeça sem chorar, já fez um Raio X no hospital e gostou da experiência (também fez ao meu colo, isso conta muito) desta vez fez um grande chinfrim!
- Não quéu! Não! Não! Tiame daquí!
E a técnica que estava lá para tirar o Raio X em vez de ajudar a acalmar ou já ter pensado num esquema para tirar Raios xis a crianças tão pequenas, não, molestava-me o juízo:
- Ai, assim não sou capaz de lhe fazer o exame, assim não sou capaz, é melhor desistir.
Eu que já estava a ver a minha vida a andar para trás, apontei-lhe o dedo ao nariz:
- O meu filho vai fazer o raio do raio xis sim!
Eu já transpirava, o Miguel agarrava-se à minha mãe e arrancava-lhe punhados de cabelo.
- Não quéu ! Não! Não ! Não!
- Mas é só uma fotografia filhinho, não dói, não custa nada, a mãe está aqui e a avozinha, olha aquela luz filhinho, não parece uma nave espacial?
- Tiame daquí!
Só conseguimos fazer o exame porque a técnica, depois de eu ter consentido: (- Sim, podemos tentar, como é uma pessoa estranha pode ser que ele a si tenha respeito e acalme...) o abanou e lhe deu dois pares de berros e ele lá ficou uns segundinhos a soluçar e lá saiu a chapa em condições, finalmente!
A primeira vez que o Miguel fez um Raio X foi no Hospital e lá vestiram-nos umas capas protetoras e sentaram-no ao meu colo e ele não se assustou, até gostou, na clínica, era preciso que se deitasse em cima de uma enorme placa, ficasse quieto com a cabeça para trás a levar com um quadrado de luz florescente em cima. Não é mesmo nada tranquilizador. Tirar o Raio X de pé foi também o que acabou por acontecer porque deitado... não havia maneira.
O meu filhinho, que já levou pontos na cabeça sem chorar...
As crianças são mesmo imprevisíveis!

A última queda

Durante uma brincadeira com o pai o Miguel caiu, à três meses atrás e bateu com a cabeça no chão, com a zona do frontal. É frequente que neste tipo de traumatismos o médico solicite uma radiografia ao crânio, e em caso de fractura, uma tomografia. Na altura, apenas tratamos do "galo" e ficamos vigilantes, atentos aos sintomas relacionados: vómitos, sonolência, confusão mental, que felizmente, nunca aconteceram. Quando um traumatismo se localiza no parietal, que é parte lateral da cabeça e ocasiona uma fratura, o risco pode ser grave, pode acontecer uma lesão na artéria meníngea, "a zona do frontal é forte", repeti isto a mim mesma uma quantidade vezes: "o frontal é forte" como quem precisa acreditar nisso. Que "não foi nada". As crianças que nesta idade têm a cabecinha proporcionalmente maior que o resto do corpo, quando caem e porque ainda não aprenderam a levar as mãos ao chão para se protegerem, é a cabeça que sofre o primeiro embate. Depois vem o inchaço, o céfalo-hematoma, o "galo", que é um sinal externo que na maior parte das vezes não tem gravidade e sinaliza o sítio do traumatismo. Deve colocar-se gelo imediatamente para parar o inchaço e aliviar a dor.
A consequência das quedas tem muito a ver com a altura, a deslocação, a velocidade, por exemplo a andar de triciclo ou a correr, a consequência da queda pode ser mais séria. Mesmo que a criança não sangre, não tenha vómitos, não desfaleça, é bom consultar um médico, fazer um Raio X. Durante estes meses o Miguel teve sempre aquele altinho na testa, nunca se queixou, mas eu carreguei e carrego uma certa mea culpa, porque uma fratura do crânio é uma via aberta a infeções do exterior (nariz, garganta) para o cérebro e vice versa, fluídos do cérebro para o exterior. Isto sou eu a espoletar e depois de ter armazenado durante este tempo todo informação como esta: "Fractura do crânio em crescimento: forma de fractura do crânio, sobretudo na primeira infância. A laceração da dura-máter por fractura do crânio leva a interposição de substância cerebral, LCR e tecido de granulação. A fractura não fecha e a fenda alarga-se sob a pressão intracraniana" retirada do site medicosdeportugal.saude.sapo.pt ou "As fracturas de crânio podem lesionar artérias e veias que podem sangrar nos espaços à volta do cérebro. As fracturas, especialmente as que se produzem na base do crânio, podem romper as meninges (as membranas que revestem o cérebro). O líquido cefalorraquidiano, que circula entre o cérebro e as meninges, pode então sair pelo nariz ou pelo ouvido. Há casos em que através dessas fracturas entram bactérias para o cérebro, que causam infecções e o danificam gravemente" retirado integralmente do manual da Merck http://www.manualmerck.net.
Fomos ontem fazer o Raio X. Aparentemente, disse a técnica que (a custo, mas isso é para outro post) fez o exame ao Miguel, ele "não tem nada".
Dia 19 espero (ansiosamente) que a Dr.ª Manuela me diga a mesma coisa "O Miguel não tem nada", e, quando é que devemos começar a preocupar-nos quando os nossos filhos caem? Logo quando caem.

12.11.08

A consulta dos 3 anos

No desenvolvimento cognitivo o meu filho está aprovado com distinção: memória, raciocínio, perceção, linguagem, imaginação, aprendizagem, ... Só não diz os érres! Os érres que ficam no meio das palavras mas sobretudo os que ficam no fim das palavras. Diz páa! em vez de pára! conduzie em vez de conduzir, acelaadoe em vez de acelerador, carrinho é carrinho, rua e ruca não há problema mas nem todos os érres saem cá para fora, na opinião da Dr.ª Manuela se aos 4 anos o Miguel continuar a esconder os érres vai ter aulinhas de terapia da fala. Eu achei bem. Os érres fazem falta (ainda hoje tentei que ele dissesse branco em vez de banco porque uma coisa é uma cor outra é um objecto, e, como não consegui, a cor da lã da ovelha é uma coisa que serve para a gente se sentar).
O meu filho tem aprendido novas palavras e faz isso rapidamente e aprende a dizê-las correctamente também em pouco tempo, os érres é que...
E eu tenho reparado que os desenhos animados recorrem muito aos érres, não se trata de uma coincidência, os criadores têm curiosamente em consideração que o "R" é uma letra difícil de soletrar para uma criança e vai daí chamaram Trú Trú a um burro, Ruca a um menino de 4 anos, o Paulo é um carteiro, etc., há muitos érres para as crianças aprenderem a dizer a brincar, o Miguel é que vê muitos desenhos animados mas ainda assim não é capaz.
O meu filho também está muito alto! (3 anos= 99cm= percentil 90).
O que não faz é cocó (só com bebé-gel). Podemos estar ali com ele duas horas, esgotar todas as cantigas e histórias encadernadas, prometer chupa-chupas, carrinhos, passeios e coisas do arco da velha, explicar que o cocó tem que sair, que faz mal à barriga, que tem que ir para os peixinhos, blá, blá, blá, que ele não faz, não faz e pronto. É mais preguiça que preso de intestinos, chega a encolher só porque quer brincar e não quer interromper a brincadeira, é psicológico, é isso tudo, que dá nos nervos, dá. A Dr.ª Manuela receitou um laxante suave indicado para crianças: "Xarope de maçãs rainetas". Compra-se na farmácia e é baratuxo (nem que fosse carissimo! é preciso é que as maçãs façam efeito). Vamos lá ver se o xarope é laxante (e por consequência, bom para os nervos).
O "galo" que o meu filho tem na testa resultado dele ter batido com a cabeça no chão da churrasqueira da avó Dília é que não é nenhum "galo", se fosse um galo já devia ter "baixado a crista" (pusemos tanto gelo) e eu devia ter feito um raio X à mais tempo e ando com esta mea culpa a arrastar... pode ser que amanhã consiga falar disso. Mas posso já adiantar a moral da história: Quando as crianças batem com a cabeça devem fazer um raio x (ou qualquer outro exame adequado), mesmo que fiquem bem depois de ter batido (sem vómitos, conscientes, prontos para a brincadeira, etc.), nem que seja só por "descargo de consciência", repito: nem que seja só por "descargo de consciência.

Gostava de saber...

... quem é o gajo que me assalta o carro todas as semanas. É um sujeito que não toma banhinho nem limpa a sola dos sapatos, desarruma tudo, quando chego está tudo espalhado, mas também não parte nenhum vidro, não parte nada, utiliza a fechadura previamente arrombada por um colega à uns tempos (aquele que me assaltou o carro da 1ª vez), de modo que era para lhe agradecer. Já pensei deixar um papel no assento: "Senhor assaltante, obrigado por nunca me ter partido um vidro, furado um pneu, por apagar o cigarro (dos meus) no cinzeiro, e deixar-me ficar o carro que me faz imensa falta como já deve ter deduzido pela cadeirinha do menino lá atrás", mas depois tenho receio que ele pense que não é a sério, sei lá, que eu esteja a reinar com o trabalho dele e ainda me parte mesmo um vidro ou me escangalha alguma coisa, pode ser que um dia o apanhe a espalhar-me a lanterna, os cd's piratas, o colete protetor, o maço de cigarros e todas aquelas inutilidades que se guardam no porta-bagagens e no porta-luvas e tenha a oportunidade então de lhe agradecer pessoalmente: - "Não estou a ver nenhum vidro partido nem nada partido e também não me falta nada, estão cá todas as minhas inutilidades, triângulo e tudo, obrigado, espero que a mala de ferramentas, a dos 1ºs socorros e o rádio que me gamou na altura que eu guardava inutilidades úteis dentro do carro lhe tenha rendido alguma coisa, acabe lá de fumar o cigarrinho que é para eu arrumar esta tralha toda outra vez no sítio, passar as toalhitas húmidas nos assentos e na cadeirinha do menino até poder ir à oficina deixar o carro para lavar por dentro e... até para a semana."

11.11.08

Café americano

-
Abriu no C. C. Alegro (em Alfragide) uma cafetaria da Starbucks, para quem gosta ou quer experimentar pela primeira vez o “café americano”, aquele quase meio litro de café (a chamada banheira) servido em copo de plástico (ou papel), fechado para que se conserve quente por muito tempo e com um protetor para as mãos devido à temperatura do café. O conceito que tenho do "café americano" é que é uma espécie de café "take away", pede-se numa loja (ou numa gasolineira por exemplo) e pode levar-se para ser bebido no carro durante a viagem, noutro lugar, ou para oferecer a alguém que não está propriamente por perto e por isso não me parece que um Centro Comercial seja o lugar 'ideal' para este 'ideal' de café. O lugar mais apropriado seria uma loja de rua, à beira da estrada, como existem nos Estados Unidos ou em muitas capitais Europeias. O café americano é mítico, o copo de plástico onde é servido figura na maioria dos filmes e séries americanas, não é particularmente saboroso, é um pouco mais fraco que o tradicional café lusitano. Também há quem diga que a Starbucks é uma maneira pretensiosa (ou não fosse norte-americana) de servir um mau café. Também não garanto que o Patrick Dempsey vá beber o seu Starbucks ao Alegro, mas... não deixa de ser uma experiência curiosa e diferente.

Escova de dentes elétrica


A escova de dentes elétrica é a melhor opção para lavar os dentinhos aos mais pequeninos. Escovar dentes tão pequenos em crianças com bichos carpinteiros na hora da higiene é uma tarefa difícil, a escovagem elétrica é mais fácil, mais rápida, mais eficaz e é divertida, e a cabeça das escovas (mesmo as nossas, elétricas) são do tamanho ideal.

7.11.08

Quando chegares para jantar

Abro os braços, com os puxadores de ambas as portas do guarda-fatos dentro das minhas mãos.
Ficou apenas um sobretudo, preto, entre os restantes cabides nus, a oscilar num quadrado oco, pendurado como um enforcado, de mangas inertes, os bolsos vazios, a lapela degolada a emoldurar um quadro que já lá não está.
Lembro-me vagamente da tua relação com um vestido Azul. Azul? Sim, azul, azul cor de petróleo. Lembro-me de te ver pendurado no bengaleiro do teatro, do café da livraria Antunes, do hall da casa da Ema, éramos felizes, somos felizes, só não sabia que um dia iria abrir os braços, com os puxadores de ambas as portas do guarda-fatos e só existires tu, entre os restantes cabides nus, a oscilar num quadrado oco.
O vestido azul fica-te a matar miúda. Enviar mensagem? Ok.
Espero que não estranhes, uma sms, nunca te mandei nenhuma. Nunca te disse que o sobretudo te caía como uma luva. Nem que o vestido azul te ficava a matar.
Eu pousava o casaco nos teus ombros e disfarçava. Fazia com que parecesse uma coisa natural, dizia: "- Veste-te que está a arrefecer." Eu reparava nos teus ombros frios, na tua pele arrepiada, na magreza sensual dos teus braços, mas disfarçava...
E se pensas que não via o nosso álbum de fotos, via. Sempre que tu não estavas eu via e o sobretudo está naquele retrato quando ganhaste o teu primeiro prémio literário e está no retrato onde o nosso filho andou pela primeira vez de carrocel, não se vê a tua cara e só se vê um bocado do sobretudo, mas dá para ver que é o sobretudo que eu nunca te disse, mas assenta-te como uma luva.
Ontem disseram-me que já estavas a viver noutra cidade, que eras feliz com aquele homem que sempre achei que não olhava para ti duas vezes.
Ontem disseram-me que estavas mais bonita. Sabes como é a vizinhança, gostam muito de falar da vida dos outros. Virei costas e vim para casa fazer-te o jantar.
Afundo os dedos nos bolsos do casaco, não encontro nada que te incrimine. Não sei dizer se alguma vez trouxe o sobretudo algo que te incriminasse, um bilhetinho, um convite, um poema, as pessoas falam, os amigos comentam, há a internet, mas sabes como são os outros, gostam muito de falar da vida alheia, não dou ouvidos. Éramos felizes, somos felizes. Ás vezes encontrava um talão da caixa do supermercado com o nome da operadora e a hora em que tinhas lá estado e isso chegava para mim.
Ouvi dizer que a semana passada tinhas ido visitar os teus pais, tu e o homem que eu achava que não olhava para ti duas vezes e não tira os olhos de ti (disseram-me que ele não tira os olhos de ti), sabes como é a vizinhança...
Só não sabia que um dia iria abrir as portas do guarda-fatos e só tu existires, e contemplar-te, e falar contigo, um sobretudo, pendurado como um enforcado, de mangas inertes, de bolsos vazios, ...
"- Ainda estás em tempo de combinar com um lindo vestido azul. Azul? Sim, azul. Azul cor de petróleo, vermelho, lilás, todas as cores ainda te ficam bem. Ainda estás em tempo de fazer inveja em qualquer bengaleiro. O quê? Velhos são o quê? Ora, não dês ouvidos a quem fala assim! "
Fecho as portas do guarda-fatos e os braços. Estás atrasada. É o trânsito. Deve ser o trânsito.
Pego no guarda-chuva e vou para a rua esperar-te. Oito, oito e meia, nove, dez, é melhor voltar para casa, ligar a televisão no noticiário, deve ter havido algum acidente, deves ter o telemóvel desligado, as pessoas passam por mim e falam, dizem que ele não tira os olhos de ti, o homem que eu achava que não olhava para ti duas vezes, disseram-me que ele não tira os olhos de ti, não ligo, onze, onze e meia, entro em casa com a ultima chuva nos olhos, volto a remexer nos talheres, substituo os guardanapos, nunca devíamos ter vindo morar para aqui, tem muito trânsito e comemos sempre a comida fria. Abro os braços com as portas do guarda-fatos e espanto-me: todos os cabides estão vazios... Todos.
A comida está fria, vamos jantar fora? Enviar mensagem? Ok.
Éramos felizes, somos felizes, quando chegares para jantar (é o trânsito) seremos felizes porque já não uso roupa interior de outra cor, é tudo preto. Gostas de preto e tenho slips de cor preta. A roupa interior de homem preta, faz milagres.
Todos os cabides estão vazios. - Velhos? Os trapos? Sorrio vagamente.

5.11.08

Belisca-me


Pela primeira vez na história, a maior potência mundial será dirigida por um afro-americano. Estou... orgulhosa. Aliviada primeiro que tudo, chiça, está feito, Barack Obama vai finalmente ser o 44º Presidente dos Estados Unidos da América (e do resto do mundo) e não se fala mais nisso e estou... orgulhosa (e não sou norte-americana, nem negra, nem asiática nem muito latina, nem nada). Tirando o Hamas (que controla a faixa de gaza) e quer continuar a amandar foguetes para Israel à vontade, o Iraque, a China, o Japão, o Vaticano, a Russia, a Palestina, a França, ..., ..., ... estão todos de acordo que este afro-americano é uma esperança de um mundo melhor.

28.10.08

É que

está cá uma ventania... Apre!

"A distância...

"... faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno,
inflama o grande ou, apaga as velas e acende as grandes fogueiras."

Eu hoje, das duas uma: ou voo, ou ardo.

26.10.08

Dieta

Aqui estou eu, depois de ter mudado uma hora para trás, a quebrar a dieta do casamento (sim, posso chamar-lhe dieta, um casamento é uma dieta, já não podemos comer tudo quanto nos apetece por causa dos votos, perdão, das calorias). Aqui estou eu sem as bochechas do meu filho para beijar (amanhã já as tenho, porque amanhã a hora não adianta nem atrasa, amanhã volta a rotina, rotina = bochechas e pézinhos).
24 Horas sem filho e sem marido. 24 horas de capuccino e bolachas, anatomia de grey, dois livros interessantes, uma banheira cheia de espuma (tomar banho de espuma sozinha... Bahhh!), 24 horas a fumar dentro de casa (cheguei à conclusão que fumar na escada ou à janela tem o seu quê de... criminoso. E o crime sabe melhor). 24 horas sem ouvir o meu nome ou mamã ininterruptamente (e 24 horas é tempo suficiente para o meu nome voltar a ser a minha identidade, e mamã voltar a ser um estado de graça. 24 horas sem banalizar). 24 horas inclui uma noite só para mim, uma cama só para mim, inclui dormir com uma perna para cada lado e de persiana levantada.
Amanhã volta a rotina. Amanhã capuccino é café expresso. A minha identidade parte-se em 3, o meu estado de graça em mil. Que seja. Eu partida aos bocados. Esta também não sou eu. Esta sou eu a tentar quebrar a dieta (o corpo está mais que habituado). Rotina... ah, essa coisa medonha. Adoro a electricidade da rotina!

23.10.08

Annas Pepparkakor



Anna's Pepparkakor são as minhas bolachinhas preferidas. Se os Suiços são bons a fazer relógios, os Suecos são bons a fazer bolachas. Também são bons a fazer dinamite e chaves inglesas e ninguém me paga para eu vir aqui fazer publicidade à Anna's (No AdSense), mas como quem inventou a chave de boca ajustável foram os Suecos e os Ingleses é que ficaram com a fama, este meu post deverá equilibrar essa grande maldade.

22.10.08

Curiosidades masculinas da meia idade

Todo o homem na casa dos cinquenta, sessenta anos, convenceu pais, tios, professores, vizinhança e mais meio mundo, em pequeno, que queria ser bombeiro, ou polícia, ou astronauta ou engenheiro para chegar à meia idade e revelar que o sonho de toda a sua infância e juventude foi ser manobrador.
Formam um clube, organizam a sua vida de maneira a não perder nenhuma extracção de pedra, abertura de vala, aterro, desaterro, escavação, demolição e contra o sol e as intempéries ficam ali às manhãs e às tardes inteiras onde houver uma obra a assistir àquilo, às retro-escavadoras, pesados com grua, gruas telescópicas, camiões Mercedes com báscula trilateral, as rectro-escavadoras da CAT, as Komatsu SK 07! (aquelas com balde e com porta paletes), ali, no meio do pó e do barulho, maravilhados com aquilo tudo. Não têm bancada mas escolhem o melhor flanco para assistir e comentam as habilidades do manobrador, como se tratasse de um jogador da bola, o melhor ponta de lança da champions league, como se estivessem no estádio, e é também na meia idade que costumam arrumar o cabelo para o lado, no meio da rua, com um pente que depois guardam devotamente na algibeira da camisa para a próxima vez que se lhes alvitre uma rabanada de vento.
Uma coisa deve ter a ver com a outra.

Acordar

Acordar é um verbo que significa logo duas coisas, tratar das diferenças e incompatibilidades entre coisas e pessoas e é também sinónimo de despertar.
Acordar os tais 9 minutos a mais com o despertador, acordar com o tempo (hoje vou de sapatos ou de galochas), acordar com as caixas de cereais (hoje como Nestum ou Cereais com frutos vermelhos), tratar das incompatibilidades entre pessoas trata-se de acordar que dormir a dois é deixar a persiana do quarto para cima e assim habituo-me à luz do dia e acordo sem raiva. Trata-se de acordar com o meu filho que o vou buscar dentro dos 9 minutos que já tinha acordado com o despertador, antes que ele faça xixi na cama. Despertar= espreguiçar= café expresso= estar atrasada.
Geralmente calço sapatos, geralmente é cereais com frutos vermelhos, raramente me lembro do guarda-chuva, quase sempre volto atrás para verificar se não me esqueci de desligar a máquina do café ou trazer o menino, quase sempre perco um botão ou trago as pulseiras erradas, depois é só entrar no elevador e esperar que ele pare noutro andar para apanhar um vizinho que me diga que o meu filho tem os ténis calçados ao contrário.

20.10.08

ao jantar...

- Mamã, tens aí daquelas batatinhas que fagem balúio?

( - Mamã, tens aí daquelas batatinhas fritas que fazem barulho?)

As corridas

- Mamã! Mamã! Vamos vêe quem vai ganhae Piméio!
- 1, 2, 3, partida, largada, fugida!!

E fazemos corridas para apanhar o elevador, para passar o portão da garagem, para chegar primeiro ao carro ou às pombinhas.

Falar com firmeza

As crianças gostam que se lhes fale com firmeza. Não é aos gritos, é com firmeza. Uma voz segura é meio caminho andado para se sentirem protegidas: "Este gajo (ou esta gaja), só pela maneira de falar vê-se logo que é capaz de me deitar a mão se eu agora tropeçar neste calhau, ou é capaz de subir a uma árvore e tirar-me de lá..."

18.10.08

Sushi

O sushi é um bolinho de arroz com uma tira de peixe, lula, polvo, camarão, ... cada bolinho é uma porção feita à medida de uma boca para que seja comido de uma vez só. O peixe é o elemento principal do sushi, deve começar-se pelo sushi de peixe mais claro (o sabor é menos intenso) e terminar no sushi de peixe mais escuro. A acompanhar o sushi vem sempre uma porção de gengibre curtido em tempero agri-doce e sempre que trocar de peixe deve comer o gengibre para eliminar da boca o gosto do peixe anterior.
Pegue no sushi e molhe a parte do peixe e não a do arroz no molho antes de o levar à boca, assim:


O peixe é que deve ser temperado e não o arroz e a parte que toca primeiro a língua deve ser o peixe, é na lingua que ficam as papilas gustativas, se provar o sushi ao contrário o que vai saborear é o arroz.
É mais fácil comer com os hashis (pausinhos) do que parece, é como segurar numa caneta, descontraidamente. É possivel comer arroz com hashis sem ter que encostar a tijela aos lábios e empurrar o arroz com os paus para dentro da boca que é uma coisa tão selvagem como estar esfomeado e não olhar a meios. Deve apanhar-se um punhado de arroz do tamanho de uma noz e levantar suavemente os hashis e verá que o montinho de arroz se equilibra e chegará à boca sem perder nenhum baginho (eu acho que o segredo é a leveza dos movimentos, o jeito, a comida japonesa é exótica é um momento de prazer e o segredo para disfrutar melhor do prazer é… relaxar? Outro segredo é não espirrar quando o arroz estiver em posição de equilibrio, é claro). No entanto não é errado comer o sushi com as mãos. É como eu gosto de comer sushi, com as mãos, é mais um sentido à mesa (depois há as toallhitas quentes para limpar os dedos, o limão...)
As bebidas que acompanham bem o sushi são a água, a cerveja ou o tradicional vinho de arroz japonês: o Saquê.
O Saquê é normalmente servido num recipiente barrigudo de cerâmica e com um pescoço fino, uma espécie de bule de chá mas elegante. Se gentilmente alguém quiser servir-lhe o Saquê, segure o copo corretamente, assim:

E beba devagar… o saquê é… intenso.
E coma sem pressa... o sushi também é.

16.10.08

"O jogo do anjo"


"Um escritor nunca esquece a primeira vez que
aceita umas moedas ou um elogio em troco de uma história. Nunca esquece a
primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se
conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura
será capaz de lhe dar um teto, um prato de comida quente ao fim do dia e
aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de
papel que certamente lhe sobreviverá.
Um escritor está condenado a recordar esse
momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem um
preço."
Este trecho (1º capitulo) leio-o como se todo ele estivese a bold.
Não é a primeira vez que leio Carlos Ruiz Zafón , li a Sombra do vento e tem para lá algumas metáforas, como direi? De gosto duvidoso? Logo eu que gosto tanto de uma boa metáfora... mas a começar assim "Um escritor nunca esquece o primeiro elogio" (DN Jovem), "... sente no sangue o doce veneno da vaidade" (o meu sangue fervilha de veneno), e "... acredita que se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um teto, ..." (resumindo: sou eu), é difícil não me apaixonar.

15.10.08

14.10.08

Aqui discute-se...

... a crise financeira num post que se chama "Ainda pelo estreito de Magalhães" e que até é sobre computadores. E se eu fizer um post sobre sushi? Vocês prometem que comentam sobre outra coisa qualquer? Prometem?

10.10.08

e-escola

Informação + Ficha de Inscrição (e termo de responsabilidade, a ser preenchida pelo encarregado de educação)


(página Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo)

Inscrição on-line (Professor inscreve alunos) http://www.eescola.net/fichaA2.aspx, quanto ao resto está tudo aqui: http://ajuda-eescola.blogspot.com/ ou na página oficial do programa e-escola http://www.eescola.net/

Ainda Pelo Estreito de Magalhães

Às vezes também me dá a sensação que pais e educadores que são contra o Magalhães não sabem lidar com novas situações e não querem ter mais trabalho, são contra 'estas modernices' assim como quem diz: Não quero cá mais coisas que me ralem. E isso da net é um perigo. Já bem basta o que eles veem na televisão. E algo que constitui um perigo exige atenção redobrada, exige nunca, mas nunca baixar a guarda.
As crianças na rua a jogar à bola são mais fáceis de tomar conta (e a guarda é presumivelmente partilhada com vizinhos) que ligados à internet sabe-se lá a falar com quem, a ver que sites. É mais difícil raptar um filho quando ele está a jogar à bola que raptá-lo via internet (isto é assustador, ninguém diz o contrário). É mais difícil e confrangedor lidar com o facto de apanhar uma criança de 6 anos a visualizar sites pornográficos que apanhá-la a ver a MaxMen por dentro de um manual de geografia que por acaso está virado ao contrário, nem se compara, gagueja-se muito mais na primeira situação.
Velhos. Velhos do Restelo. Velhos cansados (do trabalho, da vida e das crianças). Velhos sem tempo e sem paciência.

Pelo Estreito de Magalhães


A atribuição do Magalhães não tem passado pelo estreito dos Velhos do Restelo. Os Velhos do Restelo nunca fizeram uma viagem de circun-navegação nem em sonhos, e a linha do horizonte deles está um palmo à frente do nariz, quando dão um passo zás! Já estão (coitados) a pisar a linha.
O nome é Português: Magalhães. A tradução para outras línguas resulta bem, soa mais ou menos assim: Magellan. Não é Eusébio nem Amália nem CR7 (Cristiano Ronaldo) o que me parece melhor ainda. É produzido por uma empresa Portuguesa, a JP Sá Couto (a dos da marca Tsunami). Toma. O Magalhães é mais resistente ao choque e a líquidos que qualquer outro computador e tem uma dimensão e peso reduzidos a pensar nas crianças. O plano tecnológico é inovador, é "muito à frente", um computador portátil com possibilidade de ligação à internet por cada criança é uma coisa fantástica não admira que venha logo a oposição acusar o Ministério da Educação de usar os meninos como instrumento de propaganda eleitoral e de intimar as autarquias a pagar os custos da assinatura anual da internet e o modem, e mais não sei o quê.
Um computador não rouba tempo a uma criança, nem para brincar, nem para a familia (os peritos em roubar tempo à familia são todos uma coisa que se chama adultos), nem para fazer os tpc's em formato de sebenta, assim como a Crónica feminina, as novelas radiofónicas, o crochet, a televisão a cores não o fizeram à minha mãe. No meu tempo não havia computadores, havia a rua e havia bibliotecas e eu passava demasiado tempo nas bibliotecas e apesar da leitura ser umas das melhores vias para o conhecimento, para a facilidade de comunicação, para a aprendizagem, para o estimulo da inteligencia se eu tivesse passado mais tempo ao computador era hoje mais esperta e faz-me uma falta danada ser mais esperta.
Um computador estimula a creatividade, desenvolve a destreza, a capacidade de raciocínio. Já em relação aos chat's aquilo enerva e o msn também, aquela conversa de chacha e descuidada, para deitar fora logo de seguida, também não sou fã de jogos de computador mas já os da play station e da x-box... fazem dos miudos mais perpicazes, mais espertos (mais reflexos), já para não falar nos jogos de tiros e de socos que não abusivamente, servem para descarregar a nossa agressividade, aquela coisa intrínseca, do mais primário instinto de sobrevivencia que há em nós. Podermos dar tiros, uns valentes tabefes num campo e a um inimigo virtual é extremamente libertador! Mas eu não vim aqui para falar de jogos (entusiasmei-me), um computador, se ligado à internet ainda melhor, é uma excelente via para o conhecimento, para a facilidade de comunicação, para a aprendizagem, para o estímulo da inteligência tal como a leitura e cujas contra-indicações são as mesmas em relação aos computadores, ler faz igualmente mal à vista e faz mal à postura porque todos nós lêmos nas posições mais incorrectas sobretudo os mais pequenos, por isso, nada contra, o meu filho há-de ter Magalhães, internet, x-box, telemóvel, iPod, livros (muitos livros!) há de estar ligado ao mundo, as novas tecnologias não ha dem ser para ele coisa proíbida, o diabo a quatro, quanto mais se fala nos males que daí advêm mais aguçada fica a vontade de experimentar e são os velhos do restelo, serão sempre os velhos do restelo (obrigada), pensando que estão a atrazar todo o processo de evolução da espécie e das mentalidades, a fazerem com que o mundo pule e avançe. Isso, digam mal, sejam pessimistas, do contra, não deixem a praia vazia nem voltem as costas às caravelas quando elas estiverem de largada, o avanço da tecnologia depende de Vós!



"Vão ser distribuídos 500 mil portáteis às
crianças do ensino básico, através do programa e.escolinha. O computador
Magalhães será o primeiro computador portátil com acesso à internet fabricado em
Portugal. Informações sobre este programa:
CUSTO:
Cada computador tem um
custo de produção de 180 euros. A diferença entre a produção e o preço de venda
ao público é absorvida “por privados, pelas operadoras móveis e uma pequena
parte pelo Estado”.
será gratuito para os alunos inscritos no primeiro
escalão da acção social escolar
;
custará 20 euros para as crianças do
segundo escalão;
terá um custo máximo de 50 euros para as crianças não
abrangidos pela acção social escolar
LIGAÇÃO À INTERNET:
a opção de
ligação à internet é facultativa.
FORMA DE AQUISIÇÃO:
as escolas
organizarão a identificação dos alunos;
os encarregados de educação, na
posse dessa identificação, farão os contactos necessários.
DESTINATÁRIOS:
Alunos do 1º ciclo do ensino básico (6 a 10 anos de idade)
Poderá ser equacionada a extensão do programa “e.escolinhas” aos alunos do
2º ciclo.
CARACTERÍSTICAS DO MAGALHÃES:
Arquitectura Classmate PC;
integra um Intel Celeron M a 900 MHZ, na primeira fase. Passará a integrar
processadores Atom;
A ligação de rede sem fios, 802.11b/g Wi-Fi;
Tem um
ecrã LCD de 9 polegadas;
uma memória de 512 MB;
Disco rígido de 30
GBytes;
Câmara web incorporada;
Bateria de 6 células.
Suporta os
sistemas operativos Windows XP e diferentes versões de Linux, entre as quais o
Caixa Mágica.
Resistente ao choque e aos líquidos;
‘chassis’ de plástico
resistente (em vez de liga de carbono como os portáteis normais);
FABRICANTE:
Será produzido em Matosinhos pela empresa JP Sá Couto que já
produz os computadores da marca Tsunami
ASPECTOS COMPLEMENTARES:
Nos próximos 7 meses, será alargada a instalação de internet nas escolas a cada uma
das salas de aula;
O computador Magalhães poderá ser exportado para a
África, a América Latina e a Europa.

Lógica

- Ó maê! Puque é que o McQueen não acende as luzes??
- O McQueen não acende as luzes porque não tem faróis filho, é um carro de corridas, de pistas, e as pistas estão sempre iluminadas.
- Beeeeem... tem lógica.
As crianças têm este dom, de meter no contexto certo palavras que desconhecem o significado, assim como quem encaixa num abrir e fechar de olhos a segunda peça de um puzzle com a sorte de principiante.

Dito errado

Berroque! (É reboque). Vocilidade (velocidade) e eu deixo passar tudo, pior, peço para ele repetir assim, dito errado. Daqui a menos de um fósforo o meu filho dirá reboque, velocidade, fugir em vez de fugie, pêra em vez de pêa porque ainda "ontem" dizia Lú pelhálho em vez de ovo estrelado. É tudo tão rápido. Depressa ele aprenderá a falar correctamente por isso eu não corrigo, falo correctamente, não o imito, leio-lhe histórias, canto "O poeta", mas não o corrigo, muito pelo contrário, aproveito cada palavra que ele não sabe dizer porque esta é uma passagem tão fugaz.

2.10.08

3ª parte

"... não estamos a legislar para gentes remotas e estranhas. Estamos a ampliar as oportunidades de felicidade dos nossos vizinhos, dos nossos colegas de trabalho, dos nossos amigos e das nossas famílias e, ao mesmo tempo, estamos a construir um país mais decente. Porque uma sociedade decente é aquela que não humilha os seus membros".

José Luís Zapatero, Primeiro-ministro Espanhol

No código civil Espanhol as palavras “marido” e “mulher” foram substituidas por “cônjuges” e as palavras “pai” e “mãe” por “progenitores”. Há um artigo que passa a explicitar que “o casamento terá os mesmo requisitos e efeitos quando ambos os contraentes sejam do mesmo ou se diferente sexo”.
Jornal El Mundo
“... a Espanha junta-se agora à vanguarda daqueles que defendem total igualdade para os ‘gays’ e lésbicas”.

Cármen Monton, deputada socialista Espanhola
..
Num País onde quase toda a população se diz católica, onde o Vaticano veio ameaçar e intimidar os funcionários públicos que celebrassem casamentos entre homossexuais, onde mesmo consagrado esse direito na Lei, no "Osservatore Romano", diário oficial do Vaticano, podia ler-se: "... a lei destrói a essência da identidade da união matrimonial", num pais aqui mesmo ao lado, vem este grande exemplo de gente "muito à frente", de humanidade e de valentia porque contra a discriminação é preciso não ter medo das humilhações.
Devíamos seguir o exemplo.
Mas devagarinho chegamos lá. Não podemos ir de frente contra os que são contra. Não vamos desatar (não vou desatar, mas apetecia-me), a chamar xenófobos, machistas, ignorantes aos que têm as suas reservas nem seres mesquinhos e amesquinhados àqueles que têm as suas arrogâncias. Sem dramas. Um dia chegamos lá.

Casamento entre sexos iguais (2ª parte)

"O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, justificou a posição do seu partido contra o casamento dos homossexuais com o simbolismo da instituição e a sua ligação a uma estrutura familiar que inclui ter filhos."


Sim Sr. líder. Percebi. E as velhinhas também não podem casar e antes de celebrar um casamento entre sexos diferentes é melhor mandar averiguar (fazer exames) não vá um deles ser estéril e depois não poder procriar.

Sempre eu

Esteja eu escondida atrás da porta, agachada a um canto com a luz apagada, na cama tapada com um lençol até às orelhas ou a atravessar uma cidade pelo meio da multidão, serei sempre eu.
Abalar para ser outra?
Isolar-me para reflectir sozinha?
Vá para onde for (pode ser para outro país), onde quer que eu esteja, para onde quer que eu vá, serei sempre irremediavelmente "eu".

"Onde quer que vás, é onde estás"

il Caffe di Roma no Chiado



Armazéns do Chiado, loja "Il Caffe Di Roma", um lugar à janela, com jeitinho, às duas janelas viradas para um cenário deslumbrante - parte da cidade de Lisboa. E um café lavazza.

Há lugares no mundo onde uma gaja se sente mesmo privilegiada.

1.10.08

Puzzles



Já sei fazer o Puzzle do Noddy, do Ruca e dos Cars da Disney e um dia hei de conseguir fazer os do IKEA (aqueles que se a coisa correr bem, ao fim de 40 semanas o puzzle converte-se em armário).

28.9.08

"Cars" da Disney

Lá em casa não se vê (e ouve) outra coisa. "Life is a highway".

- Mamã! mamã! poe os McQueen no computadôe!

25.9.08

Vaga de comentadores

Tenho para aqui revistas e mais revistas cheias de colunas de comentadores. É comentários dos leitores, do director, dos colaboradores, dos convidados especiais e até há quem escreva crónicas que é uma maneira encapuçada de ser comentador e comentar.
Toda a gente manda bitaites.
Nada melhor que ficar em casa a um dia de semana (estava de férias, era um dia de semana quando me pus a escrever isto, depois gravei como rascunho não fosse eu um dia achar que já tinha publicado post's demais sobre o AMOR e pimba, espetava no blogue com este dos comentadores e ainda bem que gravei isto), nada melhor que ficar em casa, estava eu a dizer, a um dia de semana sem nada para fazer a não ser ler tablóides, assistir televisão e consultar a internet (e também comi dois torrões de açúcar amarelo), para tomar conhecimento das proporções desta nova vaga. Já houve uma geração de locutores, empresários de teatro, jornalistas, dramaturgos, políticos, jogadores de futebol, cantores líricos, actores, jogadores do cubo mágico, agora de comentadores nunca tinha visto uma coisa assim.
Quem começou com isto (aposto) foi o criminalista Moita Flores (aposto), depois a coisa foi ganhando a forma de uma avalanche e hoje em dia há comentadores a atropelarem-se por todo o lado, nos blogues, nos fóruns da internet, nos jornais, na televisão, na rádio, nas revistas, no prédio, no trabalho, na paragem do autocarro, no barbeiro, nas padarias (isso já havia antigamente que eu por acaso lembro-me da minha avó falar nisso) a atropelarem-se uns aos outros e atropelam-nos e a atropelarem as nossas ideias e sentimo-nos completamente invadidos, devassados por todos os lados, atropelados, pronto.
Depois mandam bitaites sobre tudo: politica, futebol, crime, celebridades, não celebridades, casos em segredo de justiça e há comentadores para todos os gostos: jornalistas, escritores, treinadores, astrólogos, cartomantes, apresentadores de tv, ex concorrentes do Big Brother, ex agentes da policia judiciária, criminalistas, ciclistas, trapezistas, estes dois últimos já sou eu a inventar mas deve haver, e como comentar é uma coisa compulsiva e doentia quanto mais se comenta mais se quer comentar, os astrólogos não se limitam a mandar bitaites sobre astrologia, nem os jornalistas sobre casos de reportagem, nem os escritores sobre livros, nem os criminalistas sobre casos de polícia nem os políticos sobre política, não, comentam sobre aquilo que não lhes diz respeito, mandam bitaites nas áreas uns dos outros e comentam-se até uns aos outros.
Não me lembro desde a vaga de vendedores de enciclopédias e mais tarde vendedores de aspiradores, ter havido vaga mais chata!
Agora vou mandar este monte de revistas para o lixo e não são permitidos comentários a este post ou não vá alguém pensar que aqui neste blogue também há com… comenta… comen
disso.

Amor, a mais suportável de todas as dores

"O amor implica sofrimento, inevitavelmente, uma dor proporcional à intensidade com que se ama. há pessoas que sofrem mais outras menos uma dor igual. é uma questão de sensibilidade à dor. há pessoas mais intensas outras menos intensas num amor à mesma escala. passar por sofrer é inevitável em ambos os casos. é humano que tentemos não lhe dar muita confiança (ao amor). "
João Ayres no Post "Voltar a escrever" 8-09-2008

Amar é humano e implica “passar por sofrer”, ninguém quer sofrer, porque ninguém gosta, por isso dominamos os nossos sentimentos, que não é amar mas também não é padecer de cancro do coração. Eu sou boa amante, até porque todas as coisas que amo, menos uma e tirando os livros, não se levam para a cama. Não levar para a cama aquilo que se ama é amar generosamente e em absoluto. E eu sou generosa, intensa? Eu também não gosto de me auto flagelar, mas sofrer por amor não é mau e tem vantagens a considerar. De todas as coisas pelas quais já sofri, picadas de insectos, a morte de alguém querido, o medo, o parto, sofrer por amor é a mais suportável de todas e se for um sofrimento correspondido então, chega a ser uma dor agradável, simpática e encantadora.
Nós sofremos por amor e os olhos transpiram, um olhar transpirado é das coisas mais lascivas que conheço. Sofremos e a música (qualquer merdita de música) ganha uma sonoridade magnífica e a letra da música até foi escrita para nós, por acaso.
Sofremos e andamos na lua que é a aspiração milionária de muita gente, sofremos e perdemos o sono que é aquela coisa medonha, chata, que nos dá nas horas mais inapropriadas, que nos faz perder as melhores séries da televisão que dão depois da 1 da manha, que nos faz ter acidentes de viação, embater contra as portas, praguejar, não querer ir trabalhar... Sofremos e temos mais tempo para as coisas boas. E o olfacto? Apuradíssimo como se tivéssemos que farejar até encontrar o cheiro que nos faz lembrar. Sofremos e é a melhor altura para ir à perfumaria e acertar no frasco. Sofremos e ficamos fáceis que é meio caminho andado para encontrar um novo amor e nada melhor para curar um amor que outro, porque não há amor como o último. Sofremos e ficamos humanos que é a única coisa decente que nos distingue dos seres das outras espécies.
É portanto perdoável não querer amar, e uma grande parvoíce não querer amar porque inevitavelmente nos fará sofrer.
Carmina b. in "Voltar a escrever" 8-09-2008

Cartas de uma Freira Portuguesa

PRIMEIRA
(...) Parece-me, no entanto, que até ao sofrimento, de que és a única causa, já vou tendo afeição. Mal te vi a minha vida foi tua, e chego a ter prazer em sacrificar-ta. Mil vezes ao dia os meus suspiros vão ao teu encontro, procuram-te por toda a parte e, em troca de tanto desassossego, só me trazem sinais da minha má fortuna, que cruelmente não me consente qualquer engano e me diz a todo o momento: Cessa, pobre Mariana, cessa de te mortificar em vão, e de procurar um amante que não voltarás a ver, que atravessou mares para te fugir, que está em França rodeado de prazeres (…)
Tão deslumbrada fiquei com os teus cuidados, que bem ingrata seria se não te quisesse com desvario igual ao que me levava a minha paixão, quando me davas provas da tua (…)
Não enchas as tuas cartas de coisas inúteis, nem me voltes a pedir que me lembre de ti. Eu não te posso esquecer, e não esqueço também a esperança que me deste de vires passar algum tempo comigo. Ai!, porque não queres passar a vida inteira ao pé de mim? Se me fosse possível sair deste malfadado convento, não esperaria em Portugal pelo cumprimento da tua promessa: iria eu, sem guardar nenhuma conveniência, procurar-te, e seguir te, e amar-te em toda a parte (…)
Adeus. Ama-me sempre, e faz-me sofrer mais ainda (…)
SEGUNDA
(…) Como poderia esperar que ficasses para sempre em Portugal, renunciasses à tua carreira e ao teu país para não pensares senão em mim? Nenhum alívio há para o meu mal, e se me lembro das minhas alegrias maior é ainda o meu desespero.

TERCEIRA
Não sei o que sou, nem o que faço, nem o que quero; estou despedaçada por mil sentimentos contrários. Pode imaginar-se estado mais deplorável?
(…) Contra mim própria me indigno, quando penso em tudo o que te sacrifiquei: perdi a reputação, expus-me à cólera de minha família, à severidade das leis deste país para com as freiras, e à tua ingratidão, que me parece o maior de todos os males. Apesar disso, creio que os meus remorsos não são verdadeiros; do fundo do meu coração queria ter corrido ainda perigos maiores pelo teu amor, e sinto um prazer fatal por ter arriscado a vida e a honra por ti (…) agradeço-te, com toda a minha alma, o desespero que me causas, e odeio a tranquilidade em que vivi antes de te conhecer(...)

QUARTA
(…) Atormentaste-me com a tua insistência, transtornaste-me com o teu ardor, encantaste-me com a tua delicadeza, confiei nas tuas juras, seduziu-me a minha inclinação violenta, e o que se seguiu a tão agradável e feliz começo não são mais que suspiros, lágrimas e uma tristíssima morte que julgo sem remédio (…)
Porque envenenaste a minha vida? Porque não nasci noutro país? (...)

QUINTA
(...) O orgulho tão próprio das mulheres não me ajudou a tomar qualquer decisão contra si. Ai, suportei o seu desprezo, e teria suportado o ódio e o ciúme que me provocasse a sua inclinação por outra! Ao menos, teria qualquer paixão a combater. Mas a sua indiferença é intolerável (…)
Se me mostrasse, ao de leve que fosse, ter sentido algum desgosto ao ler esta carta, talvez eu acreditasse; talvez a sua confissão e o seu arrependimento me enchessem de cólera e de despeito; e tudo isso poderia de novo incendiar-me (…)
Não sei eu por experiência que um coração enternecido nunca mais esquece quem lhe revelou prazeres que não conhecia? e de que era susceptível? que todos os seus impulsos estão ligados ao ídolo que criou? que os seus primeiros pensamentos e primeiras feridas não podem curar-se nem apagar-se? que todas as paixões que se oferecem como auxílio, e se esforçam por o encher e apaziguar, lhe prometem em vão um sentimento que não voltará a encontrar? que todas as distracções que procura, sem nenhuma vontade de as encontrar, apenas servem para o convencer que nada ama tanto como a lembrança do seu sofrimento? Porque me deu a conhecer a imperfeição e o desencanto de uma afeição que não deve durar eternamente, e a amargura que acompanha um amor violento, quando não é correspondido? E por que razão, uma cega inclinação e um cruel destino, persistem quase sempre em prender-nos àqueles que só a outros são sensíveis? (…)
Morria de medo que me não fosse fiel; queria vê-lo a cada momento e isso não era possível; inquietava-me com o perigo que corria ao entrar neste convento; não vivia quando estava em campanha; desesperava-me por não ser mais bonita e mais digna de si; lamentava a mediocridade da minha condição; pensava nos prejuízos que lhe podia acarretar a afeição que parecia ter por mim; imaginava que não o amava bastante; receava, por si, a cólera de minha família; enfim, encontrava-me num estado tão lamentável como aquele em que estou agora (…)
Acostumei-o desde início, ingenuamente, a uma grande paixão, e é necessário algum artifício para nos fazermos amar. Devem procurar-se com habilidade os meios de agradar: o amor por si só não suscita amor (…)
Sou uma doida, passo o tempo a dizer a mesma coisa. É preciso deixá-lo e não pensar mais em si. Creio mesmo que não voltarei a escrever-lhe. Que obrigação tenho eu de lhe dar conta de todos os meus sentimentos? (…)

In "Cartas Portuguesas" atribuídas a Mariana Alcoforado (freira portuguesa que se apaixonou por um oficial Francês destacado na sua cidade natal, Beja)
As 5 cartas que lhe escreveu, foram inspiração para muitos poetas e romancistas.

24.9.08

E nem me perguntes porquê, não sou capaz e pronto.

Ainda bem que já nem te amo nem tenho tantas certezas como tinha no principio da nossa relação. Ainda bem que és mesquinho e avarento porque são precisamente dois dos defeitos que mais me desagradam num homem. Felizmente que te queixas do teu trabalho de escritório e chegas a casa exausto a falar em guias e em folhas de ponto, não suportaria que chegasses a casa exausto de salvar vidas, ou abatido de nem todas as vidas te chegarem a tempo de serem salvas. Ainda bem que não gostas de ler e só vais ao teatro para me fazer companhia. Não me imagino apaixonada por um homem que lê, na cama, é uma espécie de paixão contemplativa, platónica? Eu deitada ao teu lado, ciumenta do livro que te absorve, de cabeça pregada à almofada a demorar-me nas tuas mãos a segurar uma lombada, a observar pormenores como pelinhos escassos e os teus dedos esguios, lascivos... um arrepio breve a cada página que muda e a minha série preferida a dar na televisão sem eu dar por isso.
Não me imagino apaixonada por um homem que goste de teatro, arte dramática, personagens, voz, expressão corporal, palcos, cenários, palmas, não! Assistir a um filme contigo num final de tarde de domingo é fácil, em casa, com surround à volta, interrompidos pelo nosso filho que nos salta para o colo, pede atenção, iogurtes, bolachas e carrinhos nas cenas que não queremos perder e basta fazermos depois um Rewind, ou um Previous Chapter, é fácil. Sem dramas. Só com o comando.
Abençoada voz a tua, "a voz branca", fraca, destimbrada, as vogais claras são estridentes, as abertas são engrossadas e as nasais nasalizadas demais, provocaria em mim um permanente distúrbio se tivesses uma voz grave, quente, dois tons a baixo, se falasses só na altura certa, se medisses as palavras, se não dissesses f** nem m**** nem tudo o que te vem à cabeça, eu, em vez de discutir contigo, desatinar aos falsetes estridentes, telefonava-te todos os dias, aparentemente sem motivo e quando estivesse contigo encostava provavelmente o ouvido à tua boca porque dirias amo-te em vez de blasfémias pró ar! As pessoas que têm vozes do Sol ao aposto que dizem amo-te com frequência, ninguém diz amo-te aos berros, a desatinar, aos berros e a desatinar dizem-se coisas como "A janela ficou escancarada!" ou "Porra! Deste outra vez com a jante no passeio!" ou "Vê onde pões os pés!" ou "Isso não é para pegar assim!"
Adoro a maneira como exibes os teus defeitos, o teu mau feitio e adoro a maneira como escondes as tuas virtudes, a sete chaves ou cobrindo-as de extractos, faturas, talões de combustível e de multibanco e demais papeis, para eu me admirar quando dou por elas, quando as descubro e me surpreendo (sou péssima a encontrar coisas, até aquelas que estão de baixo do meu nariz quanto mais, de modo que quando encontro algo que ando à procura é uma satisfação enorme), adoro a maneira como as escondes dentro de lugares profundos, que não lembram à anatomia do corpo humano nem a ninguém, e depois espanto-me.
Ainda bem que não espero por ti para jantar, ainda bem que esperas que eu acabe de por a mesa, ainda bem que não espero que desapertes as camisas, tires o cinto, entres na cabine do duche e te demores, depois saias do compartimento envolto em vapor de água quente e não espero que esperes por mim na cama num quarto com cheiro a after-shave entornado, ainda bem que tomas duche e nem dou por isso, é rápido.
Felizmente não gostas da mesma música que eu, do mesmo programa de tv, do mesmo carro, do mesmo quadro, das mesmas cidades, do mesmo desporto, do mesmo prato, da mesma bebida e felizmente eu nem sequer me esforço por gostar daquilo que gostas, não tenho esse poder.
Felizmente não podes beber shots of tequila nem cafés, fazem-te mal.
Eu sei as capitais dos países, os ossos do corpo humano, os planetas, tu sabes cálculo, electrónica, cinema, o que nos dá uma grande vantagem sobre os que sabem das mesmas coisas, a jogar ao Trivial Pursuit.
Graças a Deus não és meigo e compreensivo, nem tolerante, nem sempre sedutor (cheio de charme), não sabes fazer as tarefas domésticas, o teu sentido de humor está quase sempre ausente, a vaidade também, não gostas de mudar lâmpadas, nem fraldas, deixas sempre a tampa da sanita para cima, ainda bem meu Deus! ou eu não teria olhos para mais ninguém e não faria mais que suspirar por ti a toda hora e a todo o instante e trinta por uma linha para fazer as minhas amigas acreditarem que eu vivia com um homem de sonho, um príncipe perfeito.
A tua voz, a tua maneira de ser, tudo, impedem-me de ter vertigens e tonturas (que coisa desagradável!), tudo isto são coisas admiráveis que possuis e que mantêm e controlam o meu equilíbrio emocional, não só aquela parte dos órgãos do equilíbrio localizados no ouvido interno que possuem ligações nervosas com o cérebro e são responsáveis pelo equilíbrio físico, não, tudo isto são coisas admiráveis que possuis e controlam o meu equilíbrio todo, por inteiro.
A mim, basta-me que cheires ao perfume que eu te oferecer, que não cortes o cabelo, e que os teus olhos claros, limpos e grandes brilhem das poucas vezes que te dá para sorrir.
A mim, basta-me isso e pouco mais que isso ou não fosse assim e eu seria obrigada a viver contigo um amor impossível, um amor proíbido e sabes que isso, eu não era capaz. Não sou capaz de viver um amor impossível. E nem me perguntes porquê. Não sou capaz e pronto.

Casamento entre sexos iguais

Deu-me um vaipe, não sei se influencias do Post anterior "Casamento só entre sexos diferentes", que seja, apeteceu-me vir aqui só para dizer que sou a favor do casamento entre homossexuais. O casamento é uma celebração e os filhos que vierem serão herdeiros legítimos, de preferência também desse grande ato de amor. Não vejo outra diferença que não seja os sexos serem iguais, na celebração de um casamento homossexual, e sempre achei essa diferença demasiado pequena, sequer para me incomodar. Mais, sou a favor da adoção por parte de casais homossexuais. Sou plenamente e em consciência, a favor. O problema nunca esteve nem nunca estará num casal homossexual que adota crianças como filhos, o problema está, e sempre esteve, entre outras coisas, nos casais heterossexuais que abandonam os filhos.

"Casamento só entre sexos diferentes"

23.09.2008 Alberto João Jardim, diz
"não ter preconceitos quanto às opções sexuais de cada um."
mas realça que casamento é
"só entre sexos diferentes. Eu não tenho
qualquer preconceito em relação às opções sexuais de cada um, é um problema de
cada um. Agora, a mim, o que me irrita, é pôr-se os portugueses por tontos e
chamar casamento a uma coisa que não é casamento!"
referiu à Agência Lusa.
"Um casamento pressupõe sexos diferentes, é o mesmo que chamar o Sol à Lua e
a Lua ao Sol."
Ainda bem que a opinião deste Alberto João qualquer coisa que ouvi dizer, parece que é presidente do governo regional duma ilha qualquer, não interessa para nada, o que vale é que ninguém lhe dá ouvidos, o que ele diz não se escreve e como tal não é notícia em lado nenhum nem esta brilhante conclusão/definição para casamento vem escarrapachada no público.pt
Olha se fosse um daqueles tipos a quem se dá tempo de antena?! Livra.

23.9.08

Viver o agora

"... é melhor vivermos a vida, agora, pois a cada momento fazemos uma nova história."

In Grey's anatomy