oreinabarriga

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16.10.10

Não se ama alguém que não houve a mesma canção

(post a propósito do iPod do blogue)

"Juntos no escuro de mão dada a ouvir.
Aquela música maluca, sempre a subir.
"Mas tu não ficaste, nem meia hora
Não fizeste um esforço para gostar e foste embora.
Contigo aprendi uma grande lição
Não se ama alguém que não houve a mesma canção."

"Paixão" Carlos Tê

Façam um esforço para gostar, se gostam de mim (daquela música maluca sempre a subir).
Fiquem a ouvi-la... fiquem pelo menos, meia hora.

(este post era também para escrever sobre amar e viver ao lado de alguém que sempre viveu noutro mundo que não é o nosso, mas, inesperadamente, afinal não somos só nós e não há só dois mundos, houve alguém que já o fez)


"... Será que somos capazes de amar e viver ao lado de alguém que sempre viveu numa outra realidade? Será o amor um catalizador tão eficaz que anula diferenças de princípio? De entre todas as diferenças quais são as realmente inultrapassáveis?

Percebi, com o passar dos tempos e algumas nódoas negras emocionais, que o amor não resolve tudo, aliás, no mais das vezes, nem sequer ajuda nada. Serve apenas de analgésico (de qualidade duvidosa) e atordoa-nos os sentidos, permitindo-nos continuar a viver num estado de semi-vigília enquanto tudo o resto se vais desmoronando e perde qualquer sentido. Quando acordamos, geralmente com uma ressaca monstruosamente acumulada, já nem nos lembramos das razões que nos levaram ao patamar onde agora estamos, e que nos parece, apenas, desconfortável, e constrangedor, como uma saia demasiado curta, que não nos cobre o suficiente para estarmos socialmente confiantes.

É este o resultado de tentar combinar pessoas com interesses e circunstancialismos totalmente distintos.

E o que é "a mesma canção"? Não me refiro, naturalmente, a questões financeiras. Mas a coisas muito mais determinantes: Carreira, ambições, valores e interesses culturais. Desisti de tentar adaptar-me a homens que não querem da vida mais do que eu, que me acham excêntrica pela mania dos livros e do jazz, a quem incomoda, mais ainda do que o interesse pela política e economia, as noites passadas no escritório ou à frente do portátil entre 38456 papéis.

Eu não sou só aquilo que sou de alguém, eu sou sobretudo aquilo que faço, e ainda mais, aquilo que quero.

E o que eu quero é um homem que eu possa admirar e que me faça querer estar em bicos de pés para chegar até ele, não alguém que eu tenha de me baixar para tentar perceber.

Descobri, que no amor, ao contrário da vida, tenho vertigens, e raramente gosto do que vejo quando olho para baixo... Pior, o mais certo é perder o equilíbrio e, invariavelmente, estatelar-me... "

publicado por Laura Abreu Cravo In Mel com Cicuta

10.3.10

Imaginem

Imaginem que tirei uma tarde de folga

(lá ficaram os telefones a tocar, o meu serviço todo embrulhado, uma funcionária meio atendida que há de voltar, e eu aqui, sossegadinha, sem fazer nada)

Imaginem uma tarde de folga com sol!

timo para estender roupa, mas eu sem roupa para estender, o que é mais ótimo ainda)

Imaginem que tenho (mas não me perguntem como) a 6ª temporada toda da Anatomia de Grey para ver.

E pipocas doces.

E bolo de chocolate para o lanche (imaginem).

Imaginem. Porque não é o caso.

Estou para aqui cheia de frio e arrepios. Os ossos gelados. Dor, rigidez, inchaço e inflamação das vértebras TODAS. Perda de movimentos (levantar o rato ou carregar nas teclas é um esforço como se eu agora estivesse para aqui a tentar derrubar uma parede).

Agora vou experimentar ficar muito quietinha durante os próximos 10 minutos a olhar para a fotografia deste senhor




que se chamava Alexander Fleming e que um dia estava a olhar para um bocado de pão bolorento e inventou uma coisa que eu daqui a 10 minutos, espero, estar-lhe-ei imensamente grata.

2.2.09

Austrália, o filme

E agora queria escrever sobre Austrália, o filme, sobre três horas de cinema, fossem seis, dez... Sobre a chuva torrencial (romântica, intensa) de sábado à noite que caía em cascatas e esbarrava nas vidraças do Alegro e nós a fumar um cigarrinho debaixo daquele choro violento e de ter entrado para a sala de cinema e ter dado pela falta da mala e ter saído a correr (devo estar senil), escada rolante a correr, elevador, corredor do piso zero a fora até ao Starbucks para resgatá-la, devo estar senil porque para um homem eu me ter esquecido da mala é normal "tinhas o casado, o saco que tinha as calças que compraste na salsa, eram muitas coisas, é normal teres-te esquecido de pegar na mala" mas eu devo estar a ficar senil porque uma mulher anda uma vida inteira de mala, assim como é capaz de andar uma vida inteira com dedinhos nos pés, de modo que se lhe faltarem os dedinhos nos pés ela dá por isso e eu não dei pela falta da mala, foi preciso o filme estar a começar para me dar um "ai", um "mas" e finalmente um "caneco! então onde está a minha mala?". Ai, ai. Mas fica tudo para outro post, a mala cá canta, o filme é lindo o Hugh Jackman é lindo (é impossível falar do Austrália e não dizer que o Hugh Jackmam é lindo), o filme tem três horas, fossem seis, eu é que já estou na eminencia de dormir já aqui... em cima do teclado...

8.1.09

O 1º dia do meu filho no Jardim de Infância

O 1º dia do meu filho no Jardim de Infância vai ser 2ª Feira!
Ele ainda não sabe. Que vai para uma escolinha que pertence ao "agrupamento da mãe", que vai fazer novos amiguinhos (e amiguinhas), ter novos brinquedos para brincar, jogos diferentes, vai ter uma educadora que é uma querida (duas! a educadora Hortense e a educadora Nazaré), as auxiliares também, e vai ter iniciação à música (com o Prof. Mário João do conservatório nac.) e aulas de expressão corporal (ginástica para minorcas).
Amanhã vamos fazer o reconhecimento do território. A mamã conhece a escolinha, o Miguel ainda não. E no fim de semana vamos às compras: 2 bibes amarelos, 1 chapeuzinho amarelo, 2 fatos de treino, etiquetas com o nome dele, uns ténis novos...

29.5.08

" - Eu não trago os problemas de casa para o trabalho..."

" - Eu não trago os problemas de casa para o trabalho, nem levo os do trabalho para casa!"

Rita (Fiori) 27/05/2008 16:26

Como eu admiro a Fiori e pessoas como ela que tem uma espécie de switch atachado a um neurónio. O switch é um aparelhozinho que cria um canal de comunicação exclusivo entre a origem e o destino. Imagine duas impressoras ligadas ao mesmo computador, a impressora A e a impressora B, se rodarmos o botanito do switch para o lado esquerdo as impressões saem na impressora A, se rodarmos o botanito para o lado direito as impressões saem na impressora B. Na Fiori e nas pessoas que têm este tipo de software instalado, elas mal entram ao serviço rodam o botão do switch para o lado "trabalho", quando termina o expediente, rodam o botão para o lado "casa", "creche dos miúdos", "o que é que vou fazer para o jantar", "acho que ele tem outra", "depilação definitiva", "passar pela farmácia e pelo Pingo Doce."
Eu não digo que um dia destes não vá ao Dr. Ibérico Nogueira (ao cirurgião plástico, ao Francisco, porque há dois, há o cirurgião plástico (o Francisco) e o engenheiro (José?) este último com quem tive o prazer de trabalhar e aproveito para enviar os meus cumprimentos (era um charme, uma simpatia), a bem da verdade até há três, o terceiro chama-se Manuela Ferreira Leite, porque se não estivermos bem atentos, não se distinguem uns dos outros, mas, onde é que eu ia? Ah, não digo que um dia destes não vá ao Prof. Ibérico Nogueira para ele me atachar um switch a um neurónio para poder ser como elas (pessoas que possuem a admirável e a invejável beleza de não trazerem os problemas de casa para o trabalho nem levarem os do trabalho para casa, que é para mim um sonho), enquanto isso não acontece (se o Dr. Ibérico me apanha lá, faz-me um restauro para custar o que custou o restauro do arco com frescos que faz a ligação entre a charola e a igreja do convento de Cristo em tomar, ao IPAR, e ainda por cima conheço o irmão gémeo dele e vai pedir-me que fique o tempo que for preciso! Já me estou a imaginar hospedada numa clínica, envolta em gaze (para aí 2 anos) a ser submetida aos mais diversos retoques sob uma abóbada de luz redonda e fluorescente, que deve ser um desconforto (2 anos é muito tempo) de maneira que amanhã (enquanto isso não acontece) quando chegar à entrada da escola, digo assim ao Porteiro:
- Ó Vitor, guarda-me aqui este saquinho na Portaria até logo às 5 horas.
- E isto é o quê filha? É alguma coisa que se parta?
- Não, partir não parte é preciso é que não entorne. São os meus problemas (que trouxe de casa).