oreinabarriga
16.2.11
Os medos
11.7.10
O menino de barro
14.5.10
Aplasia medular e outras m# que nos lixam
"A minha prima foi internada ontem à noite para começar o
tratamento que combate a aplasia medular. Ficará um mês em isolamento, porque
não pode estar exposta ao exterior nem nada que venha de cá, uma vez que o
organismo dela não tem defesas. Já se sabe que a irmã, a mais provável dadora,
não é compatível nem existe ninguém no banco nacional de dadores que seja.
Neste momento só nos resta esperar que o tratamento resulte (o médico
falou em 80% de possibilidade de sucesso… mas a minha mãe, enfermeira, diz que
lhe parece um pouco optimista demais…) ou que exista alguém no banco
internacional que seja compatível com ela.
Estou a tentar através de
todos os meios divulgar os sites que explicam como as pessoas se podem
esclarecer e informar, para que possamos ser cada vez mais. À semelhança do que
já fiz com outras pessoas que tenho a sorte de conhecer, queria pedir-te se
podias, da forma que quiseres e puderes, divulgar também. E se essas pessoas,
mesmo não podendo ser dadoras, divulgarem também, talvez possamos ajudar mais
alguém.
Muito e muito obrigada"
Extraído integralmente Daqui .
Eu não posso ser dadora de medula óssea (o que me fez e ainda faz sentir que não presto para nada) porque tenho menos de 50 kg.
Estão aqui os links que explicam tudo:
Portal da Saude
Centro de Histocompatibilidade do Sul
Eu já os tinha colocado noutros post's, mas aqui vão outra vez, eu não "presto para nada" mas os que ainda não são dadores sem terem qualquer impedimento (baixo peso, portadores de doenças crónicas ou auto imunes, tenham recebido uma transfusão de sangue depois de 1980), podem passar por esta vida sem viver com essa sensação.
Post's relacionados CEDACE
7.5.10
Carta de uma mãe, enviada a outra mãe, após uma reportagem na TV
"Cara Senhora,vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão
contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de
Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que
vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes
dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto.Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a
distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusive aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Se você ainda não percebeu, sou a
mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de
combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os
estudos e ajudar a família.
No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...
Ah! Já me esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do
meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que
ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por
ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum
representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só
palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".
Embora duvide da veracidade deste texto, o facto de ter sido já reencaminhado milhares de vezes via e-mail também não faz dele uma certeza (pelo contrário, não ajuda nada), mas aqui importa que ao lermos o manifesto ficamos do lado da mãe do filho morto, e aquilo em que não acreditamos, é na boa representação das organizações não governamentais. Ainda estou um bocado embaraçada, já li as linhas desta carta uma o outra vez... este tipo de injustiças (para mim os seres humanos não terem direitos iguais é só por si uma enorme injustiça, os criminosos terem direitos e as vítimas serem condenadas ao esquecimento é uma enorme injustiça, é grave e é uma vergonha) são reais, acontecem mesmo (a carta pode ser uma farsa, mas acontecem mesmo) e deixam-me de rastos.
As ong's criadas para confortar presidiários que cometem delitos graves como este deviam virar-se também para o outro lado e confortar igualmente as vítimas, prestar-lhes cuidados e auxílio, e, sobre a cobertura dada por jornalistas e repórteres ao trabalho destes missionários da consolação, só me ocorre dizer que no mínimo agem de forma cru-el-men-te par-ci-al! Tomam partido do criminoso, quase fazendo parecer que o criminoso é um coitadinho e a mãe do criminoso uma pobre coitada, só falta transmitirem a notícia ao contrário: O rapaz da bomba levou um tiro porque estava a trabalhar nessa noite e impedia de certa forma que o ladrão pudesse cometer o seu assalto.
O criminoso tem sempre uma boa desculpa (perdão ou absolvição) ora são oriundos de bairros problemáticos, com infâncias problemáticas, ora são alcoólicos, agarrados à droga, ora sofrem de distúrbios da saúde mental (psiquiátricos), este sofre de distúrbios da saúde mental, está visto, até ateia fogo ao colchão onde dorme, pena são os ataques de lucidez que lhe dão pelo meio porque já é a 2ª vez que ele está fora da cama quando lhe deita o fogo.
A mãe do marginal vai ver o filho à prisão (que mulher desafortunada, que má sorte a dela). Precisa certamente que lhe paguem as despesas de deslocação porque a prisão de Custóias fica um bocado fora de caminho.
A mãe do rapaz inocente vai ver a campa do filho. O filho dela está morto e portanto bem mais longe que Custóias, o céu fica um bocado fora de caminho...
13.1.10
Haiti, Eske w pèdi? (Are you lost?)
Que o inferno tenha um fim, e que a humanidade prove do que é capaz a solidariedade humana.
7.6.09
Museu Anjos Teixeira
"O artista ia pela rua a caminho do atelier ou de regresso a sua casa; que numa atitude curiosa, um gesto significativo, lhe dessem na vista, sacando o caderno, anotava. Ou corria à greda (*) fresca e traduzia com
duas dedadas a impressão original."(*) argila, barro.
Encontramos nestas esculturas em mármore, gesso, bronze, em maquetas, em esboços ou desenhos, cenas do quotidiano rural, das pescas, os vendedores, as varinas, os carregadores (transporte de pipas de vinho por exemplo), figuras representativas de homens e mulheres do povo, em determinada época da nossa história.
É um museu imperdível. A entrada é gratuita, é um espaço pequeno, muito, muito estético, e as esculturas são marcantes, marcantes sobretudo as de Pedro Anjos Teixeira pela força que transmitem (força animal, a força do homem), um "homem a lutar contra um polvo", um monumento em bronze ao "trabalhador rural", marcantes pelo fulgor ou pela alusão à maternidade como esta que apesar de não representar a maternidade, singularmente...

16.4.09
O cão d' água Português de Barack Obama
Bons em cães são os Ingleses!
Depois não admira que a comida preferida do BO seja… tomates.
28.1.09
Estou farta dos patrões das fábricas que fecham, farta!
Continuo a dizer que somos um país atrasado, mas qual crise? A crise há de cá chegar ao mesmo ritmo que chega o cinema que vemos, muito tempo depois de ter estreado no país de origem, o mais que podemos fazer é prevenção, tomar as devidas precauções, à cautela, porque as coisas (e a crise) não acontecem só aos outros.
A Islândia está falida porque a qualidade de vida era tanta (eu sempre disse que qualidade de vida a mais aborrece e pode levar ao suicídio em particular e à falência em geral), ninguém aguenta não ter que lutar por nada: por um emprego, por uma vaga para os filhos na escola, para ter uma consulta com o médico de família, ninguém aguenta precisar de uma farmácia aberta e haverem dez farmácias abertas. A Islândia era um dos países mais metódicos do mundo, os Islandeses são rapaziada sensível e vulnerável, não estavam habituados a sofrer, como nós, que já falimos há imenso tempo.
Asquerosos!
Merdosos!
Medíocres!
Sem estudos, sem maneiras e sem formação.
Merceeiros! (merceeiros no sentido de cima: sem estudos, sem maneiras e sem formação, para ser patrão devia ser preciso muito mais, é preciso muito mais, só neste país é que chega ser merceeiro, ter mentalidade de merceeiro, merceeiro no sentido de cima, repito, para ser patrão).
Nojentos!
Estou farta dos patrões das fábricas que fecham NÃO POR CAUSA DA CRISE mas POR CAUSA DE SE FALAR NA CRISE. Farta.
22.10.08
Curiosidades masculinas da meia idade
Formam um clube, organizam a sua vida de maneira a não perder nenhuma extracção de pedra, abertura de vala, aterro, desaterro, escavação, demolição e contra o sol e as intempéries ficam ali às manhãs e às tardes inteiras onde houver uma obra a assistir àquilo, às retro-escavadoras, pesados com grua, gruas telescópicas, camiões Mercedes com báscula trilateral, as rectro-escavadoras da CAT, as Komatsu SK 07! (aquelas com balde e com porta paletes), ali, no meio do pó e do barulho, maravilhados com aquilo tudo. Não têm bancada mas escolhem o melhor flanco para assistir e comentam as habilidades do manobrador, como se tratasse de um jogador da bola, o melhor ponta de lança da champions league, como se estivessem no estádio, e é também na meia idade que costumam arrumar o cabelo para o lado, no meio da rua, com um pente que depois guardam devotamente na algibeira da camisa para a próxima vez que se lhes alvitre uma rabanada de vento.
Uma coisa deve ter a ver com a outra.
1.10.08
Puzzles
Já sei fazer o Puzzle do Noddy, do Ruca e dos Cars da Disney e um dia hei de conseguir fazer os do IKEA (aqueles que se a coisa correr bem, ao fim de 40 semanas o puzzle converte-se em armário).











